Home > causos, lazer, sucesso > A esquiada que foi

A esquiada que foi

February 25th, 2010

Depois de frustrar com a falta de neve e quase desistir de ser um snowboarder de primeira linha, resolvi chutar o balde e ir pras montanhas mesmo sem nevar. Não entendam mal, como eu mesmo fiz; quando falo que não tinha neve não quer dizer que você chega na montanha e não tem neve nenhuma, na verdade é porque pra uma esquiada saudável, a gente precisa de neve “fresca”, que é fofa e abundante. Quando ficam vários dias sem nevar, e principalmetne quando chove, a qualidade da neve cai muito e esta fica compactada e dura, e já que o pessoal não para de esquiar, vai compactando cada vez mais.
Mas foi então que contrariando os mais entendidos no assunto que eu e meu chefinho fomos pras montanhas. Ele é iniciante, e como está todo empolgado pra aprimorar suas habilidades, não foi difícil convencê-lo a ir pra lá, especialmente sob a promoção paga 1 esquiam 2 que rola nas segundas-feiras. E fomos nós pra minha estréia. Minha maior preocupação não era de esquiar propriamente, mas sim de entender como que funciona a bagaça toda. Eu iria precisar do serviço completo: aluguel de equipamento e passe para a montanha.
Saimos eu, a Nívea e o Guillermo do serviço e caimos na estrada. Levei uma rapa de roupa, já que não tinha idéia do que usar pra não passar frio. Depois do episódio do Subestimando o Frio, não quero saber de passar outro perrengue desses. Uns 30, 40 min depois já estávamos lá.
O negócio é muito sossegado depois que se entende o funcionamento geral. Na verdade a montanha não é fechada, tipo, não tem cerca e paga pra entrar. Fica a disposição do povo. Vc paga o passe na verdade é pra usar o “lift”, que nada mais é do que um teleférico só de ida. E no pé da montanha fica um “chalé” que na verdade é um prédio com várias facilidades, como sanitários, lanchonete, barzinho, loja, e aluguel de equipamentos, é tipo um shopinho de conveniência.
Depois de comprar os tickets na barraca logo na entrada da montanha, fomos até o chalé. A Nívea se aninhou no restaurante pra assistir ao show dos esquiadores profissa. Ela não animou em experimentar a aventura de escorregar pelas montanhas, com um risco altíssimo de se esborrachar!! E eu fui pro aluguel das paradinhas. Não precisei do pacote completão, já que tenho parte do equipamento (a parte mais importante – o capacete!!) e fui alugar a bota e a prancha. Me mediram e tomaram algumas anotações pra trazerem um equipamento adequado. Daí já começa a passação de mal. Eu tava que tava inchado de tanta blusa e nem conseguia abaixar direito pra colocar as botas. Me esganei e acabei conseguindo. Com a bota no pé, fomos até a beirada da montanha pra primeira lição: encaixar os pés na prancha.
O snowboard, diferente do esqui, é ingrato porque seus pés ficam presos na prancha e vc não tem aquelas varetas pra tomar impulso. Resultado, se vc trava os pés e está no plano, vc fica paralizado. A primeira lição foi: trava um pé e fica dando impulso com o outro. E assim fomos até o lift. A lição numero 2 é aparente simples: descer do lift. Assim como qualquer teleférico, o lift não para pra vc descer, ele fica andando sem parar. A pé é tranquilo, afinal ele passa devagarzinho na hora de desembarcar, o problema é com uma prancha de um metro e meio colada em um de seus pés. Me concentrei e consegui sair do tal do lift sem tomar uma esborrachada já de início. E digo que não é fácil como parece não.
Terceira lição: travar o segundo pé e conseguir levantar. Nó. Passei mal já aí. Meu excesso de blusas, além de me fazerem suar como um porco ainda me atrapalhavam bastante nos meus movimentos. Mas depois de muita luta fiquei de pé pra começar a descida. Daí pra frente foi o puro sofrimento. Queda atrás de queda, a parte mais difícil da brincadeira era sempre conseguir ficar de pé de novo. Uma luta que levou todas as 2 horas que demorei pra descer a montanha, uma única vez. O Guillermo sempre preatativo me acompanhou a descida toda, ensinando o quanto podia.
Como cheguei exausto, isso foi tudo no primeiro dia. Pedi penico e devolvi o equipamento. Na verdade se eu demorasse as mesmas 2h pra descer a segunda vez o parque já estaria fechado!!
Mas foi isso aê! Bastou ir na fé que acabou dando certo. Senti na pele, mas especificamente no traseiro, que a neve compactada dificulta não só o controle da prancha como torna as quedas mais desagradáveis. E vamo que vamo, porque eu quero é mais!

padovaz causos, lazer, sucesso

  1. Maila
    March 3rd, 2010 at 18:29 | #1

    Poxa… achei que era vc na foto! hihihi

  2. padovaz
    March 5th, 2010 at 00:34 | #2

    Capaz de ser eu… Eu só sei ficar de pé e descer o morro das criancinhas!!

  3. Marina
    March 17th, 2010 at 07:14 | #3

    Padovaz, nossa que bela aventura…já repetiu a façanha??? vi o festival de inverno e voce deve se preparar para o próximo,hihihi… gostei do curling, voces viram?bjos

  4. padovaz
    March 18th, 2010 at 00:49 | #4

    Fui algumas poucas vezes, deu pra pegar o jeito… aqui a gente recebeu overdose de olimpíadas de inverno, toda hora na tv, rádio, internet… ficamos phd nas modalidades geladas!!

  1. No trackbacks yet.