Curso de Frances

Enfrentamos o inevitável: fomos fazer a matricula no curso de francês. Inevitável porque de alguma forma a nossa permanência aqui em Montreal nos compele a entender um mínimo da língua tão defendida aqui na província. A língua é a chave da identidade dos Quebecois, o elo que os une com suas raízes da colonização francesa. Chave a qual que é defendida com unhas e dentes do domínio da língua inglesa que impera nas outras províncias canadenses. História de lado, o fato é que é interessante, para uma imersão mais completa na sociedade local, que falemos o tal do francês. E portanto lá estávamos os três: Padovaz Nívea e Mellow, na maior intenção de fazer o curso.
O local escolhido foi o YMCA (isso mesmo, aquele clube de moços eternizado pelo clássico do Village People), que como qualquer curso exige que seja feita uma prova pra qualificar o candidato para o nível mais adequado. Se perguntassem diretamente pra gente não seria difícil responder que o nível mais indicado é o mínimo dos mínimos, o básico do básico, afinal nenhum de nós três tinha estudado a língua antes. Mas pros caras do Uái-êm-sí-êi não teve conversa: tem que fazer a prova.

E assim fomos lá fazer a prova então. Chegando no local fiquei de cara: apesar das ruas estarem vazias com todo esse frio, lá tava que nem um formigueiro, gente pra todo lado. do corredor principal dava pra ver a recepção enorme, num mesanino se viam através dos vidros as classes de ginástica bombando e no piso inferior uma enorme piscina impregnada de alunos de todas as idades aprendendo os fundamentos da natação. Lotado o lugar. Segundo a mocinha da recepção, o curso de línguas ficava no… 5o. andar! vixi, andares e mais andares de puro YMCA!
Chegamos faltando 5 minutos pro horário máximo pra se fazer a prova, que era 17:30h. Chegando lá a burocracia de sempre: a mulher ao saber que queríamos fazer a prova sacou de detrás do balcão três provas, tres fichas e tres lápis, nos mostrou uma salinha onde teriam cadeiras e mesas.
Essa hora foi comédia. Nós tres juntando nossos conhecimentos de francês não sairíamos do “bon jour”. Mas tem que fazer vambora…. alguimas risadas depois chega um quarto elemento na sala com o kit provinha na mão. Ele perguntou – em frances – alguma coisa que não entendemos. E continuamos a rir da situação. Depois que o cara sentou e começou a fazer a prova, ele perguntou em inglês dessa vez se podia conversar enquanto fazia a prova. O Mellow respondeu: pode, mas não vai ser bom pra você, você só tem a perder com isso”. haHAhaHaH.. ele tinha razão, já pensou o cara colando da gente? Isso porque ele sabia falar frances, coitado. Passados uns 5 min, e mais risadas e comentários do tipo “a quinta questão é pra fazer o quê?” a gente concordou em entregar as provas preenchidas pela metade (metade eu fui generoso, estou considerando o nome e a data também como parte do preenchimento da prova, hahaha). O carinha indignado, perguntou: ué, mas já? vcs já terminaram?!?. Coitado, deve estar até agora achando que a gente terminou rápido de tanto que a gente manja frances…
Daí ao retornarmos as provas no balcão da dona moça, ela informou: “Bem, ok, agora tem a prova oral”. Piada. O “bon jour” e olhe lá não ia adiantar em nada pra avançar alguma etapa, mas vamborta de novo. O Mellow foi primeiro e já conseguiu convencer o cara de que a gente nqueria era começar do comecinho mesmo. Fomos todos juntos na salinha dele quando veio a surpresa: a gente já ia pular o módulo introdutório, de tanto que a gente manja francês!! Já íamos direto pro Básico 1, hahahahahaha!!! Explico: na verdade não depende de quanto a gente sabe o francês. Ele nos informou que o curso introdutório é pras pessoas de língua nativa totalmente diferente como o russo, o mandarin, o japonês, o tailandês, ou seja, é pras pessoas que nem desenhar o alfabeto latino sabem. Os nativos das línguas portuguesa, espanhola, inglesa e que já tenham tido algum contato com a lingua francesa (entenda-se já escutaram pessoas falando francês por aí) não precisariam fazer o curso introdutório.
Yu-hú, assim sendo já vamos então começar o tal do curso… do Básico 1 por favor!
Olha, gente. Não esquecer dos “biquinhos” pra falar… e de abusar das vogais na escrita, né? Por aqui (Ribeirão e Mauá) tem pouca gente pra estudar a língua, difícil formar turmas. Em S. André, para minha surpresa, a mesma coisa. Tá difícil!
Parabêns. Verão como é bom!!!! Beijos
Mamis
C’est tre bien! hahaha.
A primeira licao eh corrigir esta minha frase basica que provavelmente esta errada!
Mas alegrem-se meus amigos: o frances eh milhoes de vezes melhor que o alemao… Sortudos!!!
Era a baitolagem que faltava pra você, estudar FRANCÊS no YMCA!!! Fala sério. Depois você posta um vídeo de você cantando Village People em francês.
To acompanhando um pouco das Olimpíadas de inverno por aqui, que impressionantemente está tendo uma cobertura bastante razoável no Brasil. Além de canais a cabo como SporTV, está tendo cobertura de canais abertos, bastante pela Record. Tem umas modalidades muito locas, acho que é por falta de opção, onde todo esporte tem que ser na neve ou gelo. Por exemplo, tinha uns carinhas fazendo uma maratona de esqui, se matando de tanto correr, de repente alguns param em um canto, sacam uma carabina das costas e começam a atirar! Fiquei assustado na hora, mas depois vim a saber que se tratava do biatlo, muito loco isso.
Hahaha. Aqui não se fala em outra coisa senão as olimpíadas. Cara, vc teve a impressão corretíssima. Eu vejo na tv todo dia e fico de cara o tanto que os caras fazem render as modalidades, que parecem ser sempre as mesmas. Pegue o ski por exemplo. Se for na descida é downhill. Se na descida tiver uns morrinhos, é mogul. Se é no plano é cross-country. Se vc para no meio do caminho e dá uns tiros na parede, já virou biathlon. Daí pula a rampa vira sky jumping. E por aí vai….
Francês parece divertido. Alemão parece castigo!
O biquinho é a pior parte.. sorte que os canadenses não abusam do bico como os franceses! Vamos ver no que dá!