Archive

Archive for September, 2009

Avis Procês

September 29th, 2009

Essa é velha, mas como não contei ainda é nova… aconteceu no dia que pusemos os pés em Montreal.
Acontece que tinhamos nosso script definido: o vôo de SP pra Toronto, passa na migração, o vôo pra Montreal, pega o carro reservado na locadora, segue pro endereço da casa temporária. Muito simples. Mas o primeiro contratempo já começou em Toronto: como a fila da migração estava recheada, acabamos que perdemos o vôo da conexão. Nada demais, já que fomos no vôo imediatamente depois. Nos custou apenas alguns minutos, mas perdemos a oportunidade de fazer essa conexão a bordo de um EMB175… por outro lado voamos pela primeira vez no RJ 700 da Bomb, talvez um sinal para acostumarmos com a “mudança de chave” que arrumamos!
Enfim, chegando em Montreal, é a parte de pegar o carro, supostamente já reservado na locadora. Vejamos, abrindo a pasta meticulasamente organizada pela Nívea, na sequencia dos documentos de imgração… sim, os papéis da reserva do carro. A locadora indicada é a Avis.

Simples, vamos procurar a tal locadora. Segue placa daqui, placa dali, tá difícil achar… fomos seguindo pra saída do desembarque, empurrando 2 carrinhos carregados até o talo. Depois de uns rolês perdidos, começo a imaginar que seria uma boa idéia peguntar pra alguém, já que estávamos seguindo as plaquinhas e elas pareciam estar nos levando para algum lugar sinistro. O plano então foi parar os carrinhos que tava dureza de empurrar e procurar o tal do guiche da Avis. Sem andar muito, que beleza: um balcão com dois simpaticos atendentes e uma plaquinha escrito “Avis”. Bingo! Apesar de o resto da placa estar escrito em francês e o logotipo da empresa não se parecer nada com o do papel que a gente carregava, fui seco assim mesmo pra cima do carinha, gastando meu inglês quadrado e enferrujado: “olá, tenho uma reserva de um carro”. O carinha olhou com cara de “QUÊÊÊ!?”. Achei que pecisava adicionar detalhes, e mandei: “olha aqui, tenho esse papel que é uma reserva de um carro pra alugar. Então, eu estou querendo esse carro aqui…”. O cara fez cara de quem começou entender e respondeu: “Hummm, vc quer alugar um carro. Por favor, senhor, siga as placas alí e siga em frente, vc vai atravessar o estacionamento e vai ver as placas das locadoras. Lá será facil vc identificar sua locadora.”. Fiquei por entender, porque o cara não quis me atender, ver meus papeis…. Começamos desconfiar quando vimos que não só em vários balcões, como também em várias paredes, tinham placas escrito Avis. Não fazia sentido… não até descobrimos que “avis”, além de ser o nome da nossa locadora de automóveis, também é “aviso” em francês…..

padovaz causos, fracasso, infos, perrengues

Comunidade

September 29th, 2009


Apesar de ter bastante brasileiro aqui vindo pela mesma empresa que chegou ou na mesma época que a gente ou na “remessa” anterior (tipo umas 60 cabeças), a gente até esse FdS retrasado não tinha tido grandes interações com nenhum deles (sem contar o Mellow, que é de casa).

Pois foi no sabadão da semana anterior que fomos convidados pra uma tarde de descontração na casa de um simpatico casal: Ilka e Rodrigo. Estilo “festa americana” o pessoalzinho foi se aprochegando e trazendo guloseimas. Uma das grandes atrações do evento ficou por conta de um PS3 equipado com Guitar Hero completão, que pra quem não sabe é aquele jogo onde a galera delira que é um rockstar. Tem guitarra, bateria e microfone, onde os iniciados davam um show e outros, assim como eu, sofriam pra coordenar os dedos na guitarra ou as batidas na bateria com as notas voadoras que pipocavam na tela da tv. Muito engraçado, rendeu uma ótima tarde de muitas risadas e muito convercê – em alto e bom português!!

padovaz causos, lazer, sucesso

Campos do Jordão

September 25th, 2009

A gente se diverte aqui batizando novos lugares com nomes dos já conhecidos “equivalentes” no Brasil. Assim, a Rodovia 40 que cruza Montreal a gente chama de Dutra, o shopping perto de casa a gente chama de Colinas (o shopping que era perto de casa em S. José); tem o supermercado mais popular que é o Maxi que chamamos de Wal Mart e o mais chiquezinho, o Loblaws que chamamos de Vila Real.


Pois no final de semana retrasado partimos numa missão exploratória rumo ao Norte, fomos visitar uma pequena cidade turística a uns 60 km daqui chamada Saint Sauveur-des-Monts, e logo a primeira vista concluímos: achamos Campos do Jordão. Hahaha, é tipo-que-nem. Lojinhas pra todos os gostos, cafés e bares espalhados, casas de temporada, estradinhas nas montanhas, pousadas e spas. Só tem uma diferença, lá tem umas ribanceiras que servem pra descer de esqui, quando neva, claro. Até o teleférico tem, que nem em Campos, só que na verdade são os lifts, as cadeirinhas pra levar os esquiadores até o topo da pirambeira. Claro que a gente estava lá completamente fora de temporada, tava o maior sol (não liguem pra Nívea de casaco, estava calor sim) e pra não ficar entregue as traças no verão, tem um parque aquático nessa estação de esqui que atrai uma galerinha.
Superbacaninha esse lugar, parece que no inverno bomba, que nem em Campos. Agora no outono tem uns festivais lá que parece valer a pena ir, afinal fica apenas 60km de Montreal, dá pra fazer os famosos bate-e-volta sem maiores problemas. Tem algumas fotos do local no Flickr, é só clicar aqui, ou na foto ao lado

padovaz infos, lazer, sucesso

Igual, mas diferente

September 24th, 2009

Fico impresionado de ver, a cada dia, como as coisas aqui no Canadá são tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes de que como são no Brasil. Em poucas palavras, a teoria é a mesma, a prática é que é diferente. Uma simples questão de aplicação (ou não) da teoria é que faz do Brasil ser diferente do Canadá, infelizmente para o lado ruim.

Uma das primeiras coisas que me chamou atenção para esse assunto foi o trânsito. Como tivemos que tirar carta de novo aqui (o Brasil não está na lista dos paises com equivalência de habilitação), tivemos que estudar os manuais de legislação e de direção. Tirando algumas peculiaridades daqui devido ao inverno que sempre presenteia o Canadá com uma enxurrada de flocos de neve, a essência dos manuais – entenda-se a teoria – é praticamente a mesma. Mas o transito aqui é uma beleza, e no Brasil não é, simplemente por uma aplicação da teoria: aqui o pessoal faz o que está escrito no manual; no Brasil a teoria é deixada de lado assim que o indivíduo é aprovado no exame de direção (quando o mesmo é realizado, já que sabemos que é fácil se obter habilitações em troca de “um cafezinho pro delegado”). Fiquei impressionado quando em uma ocasião estávamos nós brasileiros recém chegados comentando as desventuras do processo da obtenção da habilitação. Pra minha surpresa, um dos integrantes da rodinha comenta: “cuidado no exame, tem algumas coisas aqui que são diferentes: você precisa dar seta pra trocar de faixa, e mesmo assim, só pode fazê-lo quando a faixa for tracejada”. O Quêêê!?!, pensei. Engraçado, toda vida achei que era assim no Brasil também…. mas peraê. É assim sim, só que no livrinho da auto-escola, talvez seja cobrado no exame teório, no prático… mas no dia-a-dia isso não existe, é furado. Mas chega ao absurdo da pessoa achar que aqui é diferente… vai ver é exatamente por essas e por outras que o Brasil não tem equivalência de habilitação. Até a habilitação da Inglaterra é aceita, mesmo sendo onde se dirige na mão errada e o motorista fica do lado errado do carro…

Pra não ficar preso só no exemplo do trânsito, já que esse post tá ficando grande, vou dar outro: as “sacolas verdes”. Não é novidade nenhuma que o plástico é ruim pro meio ambiente. Sacolas plásticas que são distribuidas nos supermercados são uma verdadeira desgraça pra mamãe natureza, certo? E o que se faz a respeito disso? Bom, aqui todo supermercado tem sacolas verdes – uma sacola reutilizável, de pano ou algo que o valha – disponíveis para venda (claro). No Brasil também, ué, talvez não seja em todos os supermercados, mas certamente em alguns deles, eu mesmo antes de sair daí já tinha visto as danadas disponíveis. Disponíveis e ignoradas, ao mesmo tempo que notei sua presença dependurada ao lado dos caixas, notei também que ninguém jamais considerava adquirir uma…. ao passo que aqui raramente alguém usa as morimbundas sacolas plasticas. Por que será? A teoria está clara nos dois países: sacola plástica = ruim; sacola “verde” = bom. Consciência ecológica mais desenvolvida nos canadenses? Não, nada disso… Questão de vontade de aplicar essa teoria na prática: primeiro que aqui a sacola não custa 10 reais como no Brasil, ela custa 1 ou 2 dólares. Aqui a sacola é de qualidade e dura muito tempo. E acima de tudo, aqui os caras COBRAM a sacola plástica, então tudo se resume a uma simples questão financeira: ou vc compra uma sacola que dura um ano pelo menos e paga um dólar ou você fica pagando 5 centavos por cada sacolinha a cada compra que faz. Simples assim, qualquer mané conclui que – a menos que você viva perdendo sua sacola ecológica – você gasta menos no longo prazo se optar por “investir” numa, ou algumas delas. No Brasil o dilema é bem diferente, mas também de fácil conclusão: gasto 10 paus numa sacola vagabunda e tiro onda de Capitão Planeta ou gasto zero reais e pego um monte de sacolinhas que, além de servirem pra transportar minhas compras pra casa, ainda me servem como um belo saco de lixo? Não há sentimento ecológico que reverta a obvia decisão desse cenário!

padovaz impressões

Ricicle

September 16th, 2009

Estava esquecendo de falar do lixo reciclável. Como mencionei antes, cada bairro aqui tem uma administração independente, e apesar de no geral as coisas serem bastantes parecidas, alguns detalhes são diferentes. Um deles é o recolhimanto do lixo reciclavel. Alguns bairros tem as lixeiras públicas dedicadas ao lixo reciclavel, assim basta separar seu lixo em casa e jogar na lixeira correspondente. No nosso bairro, o Saint-Laurent, o caminhão do reciclavel passa de terça-feira, mas não tem uma lixeira pública especifica pra gente. O que a gente descobriu observando os vizinhos é que cada um adquire a sua lixeira azul, poe o lixo reciclavel, e na terça-feira cedo coloca ele na beirada da calçada. Cada lixeira tem o nome ou o numero da casa do dono, assim não dá confusão. A gente deixa lá na calçada, e quando voltamos pra casa no final do dia, a lixeira está lá, esvaziada e esperando ser recolhida até a próxima semana!

Sai de manhã, lixeira cheia, volta de tarde lixeira vazia. E ninguém mexe! (entenda-se “leva de brinde”)

Já que toquei no assunto do lixeiro e das lixeiras publicas, deixa eu explicar. As lixeiras públicas são umas latas de lixo plásticas grandonas, com o logotipo do bairro, e que ficam lá nas garagens dos prédios pra galera levar seu lixo e jogar lá dentro. Nos dias que o lixeiro passa, o zelador pega elas e traz pra fora do prédio, disponibilizando-as no caminho da entrada da garagem. Aí que é o show. Só vi isso uma vez, quando tivemos um dia de feriado e por acaso estávamos em casa a hora que o lixeiro passou: o caminhão do lixeiro parece ter saído do filme dos Transformers. Anexo à caçamba trituradora de lixo tem um braço mecânico controlado de dentro da cabine do caminhão. Assim, o lixeiro, que trabalha sozinho, encosta o caminhão do lado das lixeiras, e habilidosamente manobra o braço mecânico que vorazmente agarra a lixeira e a esvazia pra dentro da caçamba. Em menos de um minuto o lixeiro deu conta de esvaziar todas as aproximadamente 8 lixeiras que estavam lá nesse dia. Dessa vez ele escapou das fotos, me pegou desprevinido, mas ainda pego ele!

padovaz Uncategorized

Pegando Pesado na Cozinha

September 13th, 2009

Nosso plano é chegar no FdS e fazer bastante comida de uma vez, pra durar pelo menos uma semana. Estamos indo bem, mas a fase 2 é fazer comida suficiente para várias refeições, congelar parte dela e sempre ter uma variedade de maumitas pra escolher! Pra isso, precisamos pegar pesado na cozinha. Panelas para uso civil estão descartadas. Por isso que nosso mais recente recrutamento para o exército culinário foi essa singela e delicada panelinha, ao estilo capacete do Menino Maluquinho.

A primeira missão da panela foi encarar horas de fogão pra fazer molho de tomate. O molho é uma coisa interessante: não importa o quanto você pretende fazer, vai demorar praticamente o mesmo tempo. Portanto, nada melhor do que fazer o máximo possível! Daí foi só partir pro mercado e achar uma barraca que vendesse tomates de tonelada. Detalhe foi a gente esperando pra ser atendido achando que está abafando querendo comprar alguns quilos de tomate e a senhorinha na nossa frente comprou coisa de 8 caixas, com coisa de 10 quilos cada… putz, vai gostar de tomate!
Mas voltando ao molho, dessa vez rolou uma cobertura com fotos bem completa! Começando com o tomataiada preparada para o abate. Tem pouco mais de 5kg:

Os ingredientes todos do molho, grande parte produção local (os caras gostam e tem orgulho de ressaltar isso)

Pula todo mundo pra dentro do capacete do Menino Maluquinho

E assim fica uma hora, até derreter tudo

Depois é só bater e passar na peneira

E mais umas horas apurando….

Resultado: deu bem uns 3 litros de molho no capricho!!

null

padovaz cozinha, sucesso

Onde está Belchior? Não procurem mais…

September 7th, 2009

Daqui soubemos que no Brasil, seja por falta de assunto ou seja por causa de um jabá de imensas proporções, virou preocupação nacional o paradeiro de Belchior. Não sei porque tanta preocupação. O tempo todo ele esteve, com seu jeito preguiçoso de ser, sentado bem ali, descansando em cima da tv ou em cima da caixinha de som. Falo sério, e como uma imagem vale por 1000 palavras, tá lá a foto pra provar: belchior, o baianinho mais cansado do Brasil escorado na tv descansando de tanto fazer nada!

padovaz Uncategorized

Chupa que a cana é doce… será?

September 1st, 2009

Essa foi legal. A gente sempre que dá uns rolês nos mercados vê todo tipo de fruta. Tem muita fruta local, agora que já estamos a alguns meses mornos, a produção local bomba. Tem também muita coisa comum que vem sempre dos vizinhos EUA e México. Também encontramos alguns artigos mais exóticos, importados esporadicamente de terras mais distantes.
Mas sinceramente, por essa eu não esperava. Hoje passamos rapidinho num supermercado e olha só com o que nos deparamos. Autênticas “canne a sucre” Podem rir, riam bastante…..

padovaz causos, fracasso

Brinquedo novo

September 1st, 2009


Descula aê gente, não teve jeito.

Depois de esperar vários meses ainda no Brasil, e ainda mais alguns meses aqui no Canadá, finalmente aconteceu o tão aguardado corte de preços e lançamento da versão menor do PlayStation3. Foi chegar na loja a remessa do modelo novo e mais barato que o Padovaz já baixou lá, e saiu com um debaixo do braço!!

Que blusa de frio que nada… Agora sim que eu tô preparado pro inverno, pode cair o mundo de neve, eu ficar preso em casa que não dá nada!! Hahaha!!

padovaz causos, lazer, sucesso