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Archive for August, 2009

Parc Jean-Drapeau (ou… Acelera, Nívea!!!)

August 26th, 2009

Não é um parque qualquer, além das tradicionais áreas verdes e infra estrutura de lazer o Parque Jean Drapeau é o lar do circuito Gilles Vileneuve, que no ano que vem volta a figurar na fórmula 1. E depois de uma semana interia de dias magníficos de verão, São Pedro não ia ser estraga-prazeres virando o tempo na sexta à tarde… não, ele foi camarada e manteve o solzão ligado o FdS inteirinho. Foi no Domingo que baixamos por lá.
A ida foi uma aventura, rodamos muito até encontrarmos o caminho do parque. Explico: o parque se estende ente 2 ilhas, a Ilha de Notre Dame e a Ilha de Santa Helena (esta última local do show Osheaga, que fomos de metrô) e descobrimos, do jeito difícil, que o acesso principal a ela é somente pelo lado de Montreal. A gente tomou um perdido numa das entradas malucas dos viadutos nas margens do rio São Lourenço e acabamos pegando a ponte que sai de Montreal mas que vai direto até a margem oposta, o South Shore (nome dado à região à margem sul do São Lourenço, inclui a cidade de Longueuil e outras menores, que fazem parte da Grande Montreal). Ou seja, passamos vazado. Uma consulta no mapa mostrava que desse lado da margem não teríamos acesso a ponte que chega no parque, e o caminho mais simples seria voltar pro outro lado do rio e pegar a ponte certa. Mas pra voltar não precisava ser pela mesma ponte que tínhamos vindo, existia uma, intermediária, que seria o caminho mais curto. O nome da danada: Ponte Vitória. Esqueci de contar que a Nívea estava no pilote. Ela já não gosta de pontes em geral, principalmente essas enormes, que tem quilômetros de extensão. Não estava sendo tão ruim porque como as pistas são largas, mal dá pra perceber que estamos sobre a água. Mas não na danada da Vitória. Essa foi o pesadelo. A ponte é a mais antiga que faz a travessia do São Lourenço na parte sul, e tem várias peculiaridades. Uma delas é que é uma ponte de trem. A segunda, mais chocante, é que ela não é asfaltada, é toda metálica. E o chão, meus caros, é tipo uma grade grossa, por onde se vê a água correndo embaixo, tipo uma grade de bueiro, mas que vai toda a extensão da pista. Momentos de tensão na travessia, vixxxx… chegou do outro lado a Nívea tava azul de pânico, toda tremento. Atravessou toda a ponte praticamente sem respirar!!! Hahahaha, mas foi, emoção pura! Lá é um lugar que ela jurou não voltar nunca mais, hahahaha!!
Mas continuando, dessa vez pegamos a ponte certa, a Ponte da Concórdia, e chegamos direitinho no parque. É um parque realmente muitoloco. Como já disse, 2 ilhas fazem parte dele. A de Santa Helena – a maior das duas – é onde fica o espaço para shows e o La Ronde, um enorme parque de diversões com uma imensa montanha-russa. É onde fica também a Biosfera e o parque aquático. A de Notre Dame, onde estacionamos, é onde fica a La Plaige (a praia do pessoal daqui, nó, coitados…) e o autódromo. entre as duas ilhas tem uma ponte para pedestres, claro, pra livre circulação no parque.
Logo que chegamos já caimos na pista do autódromo! É muito doido, eu achei que a gente poderia ver e até eventualmente entrar no autódromo, mas não que obrigatoriamente já entraríamos direto nele. E foi de cara a primeira diversão, a Nívea tomando a bandeirada da vitória!!

Depois paramos o carro e fomos explorar. Descobrimos que estávamos no local errado pra quem queria fazer um piquenique, aquele lado era pra quem queria pedalar ou patinar no asfalto impecável do autódromo, ou se divertir na “praia”. Logo descobrimos que a gente deveria ir até a outra ilha pra poder achar um lugar tanquilo e sombreado para nosso piquenique. Sem estress, seguimos caminhando até a outra ilha. Estava tendo um evento maluco tipo dia das Crianças. Como jádisse em outro post, o verão aqui é muito aprioveitado, e todo dia é dia de alguma festividade, não seria diferente naquele Domingão. Não foi difícil acharmos uma mesa, na verdade tivemos muita sorte, pois o parque estava abarrotado de gente.
Depois do lanche fomos caminhar. As áreas de atividades estavam tomadas por crianças alucinadas, e foi então que nos embrenhamos no bosque. Seguindo as trilhas que levavam ladeira acima, acamamos encontando uma torre de pedra bastante convidativa, e quando chegamos ao topo, que belezura pura: um excelente mirante de onde se vê todo centro da cidade, o autódromo, a biosfera…. muito promissor, apesar de eu ter tirado algumas fotos, certamente voltarei lá mais equipado para fazer fotos mais interessantes, em horários mais propícios. Por enquanto já tirei umas fotas legaizinhas, mas ainda não foram “reveladas”, fica pra um outro post.
É isso aí, esse sim foi um final de semana de descanso!

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Cozinha Mineira em Montreal

August 19th, 2009

Pra quem acompanha o blog vai ser vácil lembrar do episódio do meu chefinho, que sugeriu os cafés da manhã coletivos nas sextas-feiras. Pois a idéia vingou e estamos até hoje nos revezando e trazendo guloseimas para que toda a equipe possa se reunir em torno delas e por as conversas em dia. Além de uma experiência interessante por termos uma equipe multicultural, essa experiência é extendida para a diversidade culinária também. Cada um traz, além do basicão mais manjado, algum quitute que represente suas origens culturais. Um libanês trouxe uns pães malucos amassados, o espanhol uns tomatinhos pra espremer na torrada, o quebecois trouxe todo orgulhoso um queijo local (nó, fidiiido!!) e na vez dos brasileiros… o paia do Padovaz não levou nada de especial, mas a Nívea toda inspirada preparou muffins com alma brasileira e um delicioso bolo cremoso de fubá! Hummm, sempre muito bom! O povo inicialmente muito comedido como sempre foi se descontraindo no decorrer do pequeno evento da sexta-feira e resultado: elogios, perguntas, requisições de receita, e claro, pedidos de bis. Foi a primeira vez que um quitute foi disputado até o final: parte que tinha sobrado do café foi devorada no decorrer do dia.

A internacionalização da tradicional receita mineira foi consumada. A danada da Nívea tratou de traduzir a receita – incluindo a conversão de unidades (ml pra oz, gramas pra libras, etc..) – para facilitar a vida do aventureiro quebecois. Mais difícil do que reproduzir a receita vai ser os caras falarem direito o nome da guloseima: aqui o bolo cremoso de fubá está sendo chamado de bolofúba, ou pra simplificar, yellow cake….

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Mais Tops

August 19th, 2009

Vcs viram os top 5? Expandindo a lista:
Mais 2 coisas que não tem e a gente queria:
Pizza de verdade
Leitera

Pra equilibrar, mais 2 coisas que não tem e é bom assim:
Pernilongo
carga horária semanal de 44:30h (expansível, dependendo dos magníficos acertos do “sindipelego”)

Continuando, mas agora variando um pouco a brincadeira:
5 coisas que aqui é caro e no Brasil é barato:
Faxineira
Açúcar de cana
Leite condensado
Leite em pó
Banana

5 coisas que aqui é barato e no Brasil é caro
Gasolina
Eletrônicos
Ferramentas
Tênis
Cereja

Como a gente já esperava, o lance é que aqui os bens de consumo são mais baratos, os alimentos variam bastante e a prestação de serviço é muito mais cara. Por exemplo: os carros aqui custam em média metade do preço no Brasil, enquanto uma faxina na casa, que dura aproximadamente 2h custa 100 dólares. Isso só tirar o pó, porque se vc quiser que limpe a cozinha, mais 50. Se quiser que limpe o banheiro, mais 50. Vai vendo…. Então, balde, esfregão, vassoura, spreizinho pra tudo que é coisa é barato, o serviço da faxineira é bem caro. Ferramentas para jardinagem como motosserra, cortador de grama, roçadeira, enxada, pá, carrinho, etc é barato; pagar um jardineiro é muito caro. Chave de boca, parafusadeira, alicate, martelo, serrote, é barato; chamar um carinha pra trocar o chuveiro é muito caro. Ou seja: se precisou alguém por a mão, entrar com trabalho, a coisa fica cara. Mas… e pra produzir a vassoura, a motosserra, o alicate, não precisou alguém entrar com o trabalho? Porque não é caro também? Ora, ora, é aí que entra a China…..

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Outono/Inverno

August 14th, 2009

Estão chegando nas lojas as coleções outono/inverno 2009/2010. A Nívea fica maluca, preocupada com o frio que esta por vir. Como uma boa mineira que é, já quer logo garantir suas roupas de frio, porque vai que chega no inverno e as roupas acabam? Hannn… como dizem por aí, mineiro não perde o trem. Mas ainda temos tempo, afinal o verão ainda está aí.
Engraçado é que estava eu olhando umas jaquetas numa loja. Vi uma muito grande e toda forrada, mais quente do que qualquer uma que eu tenho. A vendedora logo veio atender: Olá! Procurando uma jaqueta? Essa é muito boa e versátil, porque o forro dela sai. Assim dá pra usar no outono e usando o forro até o começo do inverno…”. Começo só? Virge…. Realmente, eu ainda não estava lá. Como será que é a verdadeira jaqueta não só pro começo, mas sim pro inverno todo? Não demorou esbarramos em algumas.

Como ainda está quente esses dias, só o fato de olhar pras bichonas já me bateu um calor que quase suei. Sim, é daquelas de filme de esquimó, com os pelos saindo pelas bordas do capuz. Aquela é imbatível. Soube que são cheias de pluma de ganso, fora as grossas camadas impermeáveis e de acabamento interno. A Nívea já se animou toda, reconfortada. Frio vai fazer, mas pelo menos jaquetas à altura existem! Parece bem óbvio isso, mas não custava checar, né?

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Inaugurando a cozinha

August 11th, 2009

Não é exatamente uma novidade, uma vez que já estamos fazendo um mês que mudamos, mas esse post se refere à inauguração da cozinha nova! A gente já tinha uma atividade culinária respeitável em São José dos Campos, mas agora levamos as coisas a um novo patamar. Isso porque lá a gente cozinhava muito nos finais de semana, uma ou duas refeições para por em prática nossas habilidades e preparar alguma coisinha especial. Agora o lance é que cozinhamos pra semana toda, uma vez que não tem aquela mamata de bandejão na empresa. Como tudo na vida, isso tem um lado bom e um lado ruim. O ruim é a praticidade, claro, nada mais fácil do que chegar lá e pegar o rango pronto sem ter que se preocupar com nada. O lado bom é poder escolher o que se vai comer, isso inclui a qualidade dos ingredientes e o capricho na execução. Como a gente tem as manhas necessárias pra fazer uma comida decente, sinceramente preferimos assim. Estamos comendo com muito mais qualidade e muito mais sabor (o que não é difícil) comparando com nossa antiga dieta. Estamos pegando as manhas de cozinhar em quantidade, assim consumimos praticamente o mesmo tempo de sempre, só que fazemos mais comida por vez e assim separamos as porções para a semana toda.
Nesse cenário, a cozinha está indo de vento em popa! Chega o domingão o fogão não tem sossego, a gente malha ele mesmo! E ele gosta!

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Dia de Show

August 9th, 2009

Dia de Show

Poisé, gente, foi o dia do Osheaga Festival. Na verdade foi o final de semana todo, mas nos curtimos o sabadão. Pra quem leu meus tweets, ia ter o show do Beastie Boys no Domingo, e além de não ter por conta de um câncer na garganta do coitado do Adam Yauch, ainda caiu uma água impiedosa o dia todo. Mas não no sabadão, o sabadão foi só alegria, pudemos curtir todo o dia ensolarado. Era tanto sol que chegou a preocupar, porque estávamos lá os três – eu a Nívea e o Mellow – com os cabeções desprotegidos e com racionamento de água, hehehe.
Bom, vamos começar pelo começo. Essa história do show envolve outra, o ritual de iniciação ao transporte público de Montreal. Nosso plano era bem simples: como o show fica num parque que fica numa pequena ilha, pensamos que seria uma roubada ir de carro, pelo transito na chegada e principalmente na saída. Mesmo com o povo organizado e carque nesse tipo de coisa, não tem mágica: milhares de carros saindo ao mesmo tempo por uma única via de acesso não pode ser coisa rápida!! Pois foi que eu e a Nívea fomos até a casa do Mellow, deixamos o carango na rua, e fomos andando até o metro, que fica a 2 quadras de lá. Assim iríamos numa boa, seriam uns 15 min de metro até o local do show, e a volta seria rápida e indolor. O show principal da noite era do Colplay e deveria começar 9:15 da noite, mas os portões do recinto estariam abertos desde as 1 da tarde, para a primeira banda se aparesentar às 2h. No total foram 22 bandas no sábado, entre nomes consagrados na cena musical outros nem tanto. Mas sem pressa calculamos que chegando por volta das 5h estaria de bom tamanho: dava pra pegar o show do Jason Mraz, tomar um lanche e depois assistir Coldplay.
Já passavam das 3h o passeio começou: pega o possante, 10min de via expressa livre e mais uns minutinhos estamos na casa do Mellow. Toma uma água, bate um papo e vambora, andando até o metro, levando apenas uma mochila onde a farofa previamente preparada e embalada era transportada. A farofa é uma outra história à parte. Muito diferente do Brasil, aqui, assim como na europa, não é vergonha pra ninguém levar farofa nos passeios. Ao contrário, mané é aquele que fica 1h na fila pra gastar uma fortuna num rango de 3a. categoria. E foi nesse contexto que nossos snacks foram cuidadosamente preparados, e contávamos com 1 sanduba top, e vários muffins à moda da Nívea. O plano também contava com uma parada no mercado do lado da casa do mellow, caminho do metro. Como a fila estava mais ou menos e só tinha garrafona de 1,5L, num momento de insanidade falei pra Nívea desencanar, afinal poderíamos comprar água lá no local. Infeliz idéia…. seguimos e como era esperado, entramos no metrô na faixa. Isso porque o tal festival realizou um convênio com o SMT (sistema Metropolitano de Transportes) que dava livre acesso à todos os transportes públicos nos dias 1 e 2 de agosto para os portadores do ingresso do show, numa iniciativa para incentivar o uso do trasnporte coletivo. Chuchu beleza, vamo embora. O metro é aquela coisa de sempre, tem as linhas coloridas, cada uma vai pra um canto, tem as baldeações e tal. Os trens são meio velhos e as estações meio derrubadas, uma vez que é um sistema bem antigo, mas tudo funciona. Também não é tão limpo, mas nada que seja o fim do mundo. Seguindo o mapinha do google foi facílimo chegar ao destino final: a estação Jean-Drapeau. Saindo do subsolo, que belezura: aquele dia bonito e nós no meio do parque onde dava pra ver uma piscinona e toda aquelas árvores do bosque, além da muitodoida Biosfera de Montreal. Eu tinha imaginado que chegando na estação da ilha teríamos que andar alguns km até chegar no show, mas a estação era praticamente dentro do espaço reservadopara o festival. Isso foi bom, mas também ruim: na empolgação fomos direto pra entrada, esquecendo de comprar as águas nas lojinhas da estação.
Logo na entrada a infelicidade de descobrir que se cobrava 4 doletas por garrafinha miserávi de água. Isso quando vc achava um carinha vendendo, porque a outra alternativa era ficar nas imensas filas das lanchonetes. Tirando isso o resto foi muito legal: primeiro exploramos o local de posse do mapinha qua ganhamos na entrada e conhecemos os locais dos 4 palcos: o principal para as grandes atrações, o médio que era usado entre as apresentações do principal e dois outros no meio da floresta, para as bandas mais bichadas. Mas era entre esses palcos, no meio de um vigoroso bosque, que ficamos grande parte do tempo, pois era onde a galera se esticava no chão para um descanso ou um farofada básica.
Então perto das 6 fomos pro palco principal e assistimos o Mraz com seus raggaezinhos descolados, legalzinho, valeu. Esperamos uma meia hora até chegar na única música de sucesso do cara, que ele fez render uns 20 minutos, emendando ela com consagrados raggaes do Bob Marley. Tudo bem. Foi hora para o intervalo e voltamos pro bosque, e ao som das bandas menos famosas fizemos nossa farofa. Essa hora foi lá eu atrás de um dos colarinhos brancos estorquidores de necessitados gastar 12 doletas com 3 garrafinhas dágua. Safados! Ninguém mandou ser mané e não comprar a aguona no mercado, por 1 dólar….
Terminada a farofa no bosque, que nos saiu bem como um pique-nique, estavamos preparados pra ficar mais um pouquinho no sol e esperar pelo grande show da noite. Como jé era de se esperar (estamos muuuito mal-acostumados…) às 9:15 “no prégo” começa a apresentaçãodo Coldplay. Nó, muito legal. A iluminação dos caras muitodôeda, e além das luzes e lasers ferozes no palco, que ficaram alucinados na hora de “Clocks”, as performances contavam ainda com efeitos extra, como as imensas beixigas lançadas na platéia e as milhares de borboletinhas de papel que voaram na galera. Já tava legal demais quando além do show ainda teve uma imensa queima de fogos ao melhor estilo Disney; na verdade nem fazia parte do festival, se tratava do campeonato de fogos de artifício, que toma todo o verão Montrealense e consiste em performances pirotécnicas de diferentes países, sempre aos sábados às 10 da noite, exatamente na mesma ilha onde o festival acontecia. Os caras do Coldplay pareceram surpresos com a queima de fogos, mas aproveitaram e fizeram piadinhas e por alguns instantes se juntaram à galera e passaram de atração para espectadores. Mas antes que as explosões acabassem, os carinhas sorrateiros sairam do palco principal e brotaram no meio da calera, num palcozinho estratégico, onde do lado oposto à queima de fogos fizeram graça e disputaram – e ganharam – a atenção do público. e tocaram algumas músicas ao estilo “acústico”, só com violão, voz e chocalhos, inclusive uma versão bem original de Billie Jean, em homenagem ao finado rei do pop Michael Jackson, que contou com grande participação do publico.
E então que durante a execução da última música do show que n’so sabiamente e estrategicamente saimos correndo em direção à saída e ao metro. Ah, estou esquecendo de dizer que durante o dia todo não teve briga, não teve amassa-amassa, nem empurra-empurra, não teve pisoteamento, o que tinha de mais chocante e assustador eram as filas – bem organizadas por sinal – das lanchonetes.
Mas continuando, depois da saída pela direita chegamos à porta do metrô, ganhamos suco de grátis de alguém que achou que era uma boa fazer propaganda da marca na saída do show (valeu!) e mostrando mais uma vez nosso bilhete do show ganhamos acesso ao metro na fáxa…. 20 min depois estávamos desembarcando na estação Lionel-Groulx, onde andamos tranquilamente pelas ruas ao redor do mercado Atwater, sabadão 11:30 da noite, na mais completa segurança, por onde passavam ciclistas noturnos e transeuntes despreocupados. Despedimos do Mellow, Pegamos a jabiraca que estava quetinha na rua e voltamos em paz pra casa, que chegamos antes do sábado acabar

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Coza Nostra?!

August 6th, 2009


Há, há!! Hoje eu ouvi uma nova….
Aqui em Montreal a pavimentação deixa a desejar. Os caras estão o tempo todo arrumando as ruas, porque depois do inverno ficam realmente muito judiadas, fica tudo rachado, as pinturas somem… bom resumindo fica zuado. E o fato é que eles passam toda primavera e verão arrumando, e quando está tudo legalzinh…. cega de novo o inverno!

A princípio achei que se tratava de algo infelizmente normal, mas veio esse cara com a história: acontece que em Ottawa e Toronto também tem basicamente o mesmo frio do inverno, mas as ruas por lá são impecáveis. O fato das ruas de Montreal serem judiadas se justifica pelas ações da Máfia Italiana!! Sim, porque os empreiteiros, supostamente integrantes da máfia, fazem o serviço nas coxa esperando que em breve seja necessário que se faça de novo. E assim se mantém a turma de mafiosos com uma renda garantida, mamando nas tetas da prefeitura através de seus esquemas ilícitos!! Sinistro, não? Verdade ou ficção, o fato é que realmente quem faz os serviços são empresas contratadas, assim como quem apara os canteiros das estradas e faz jardinagem nos parques… hummm…será o legado de Al Capone?!?

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As pazes com o café

August 5th, 2009

Não é novidade que um dos primeiros perrengues passados aqui foi lutar por uma boa caneca de café. O café caboclo que é o mais consumido e com maior disponibilidade é simplesmente lamentável. Também não é novidade a atuação da Francesa Fantástica, que chegou pra salvar o dia. Agora, finalmente já temos armado todo um esquema, uma robusta infra-estrutura estabelecida pra resolver de vez esse dilema.
A primeira preocupação é obter uma fonte perene de café para o dia a dia. No mercado se compram latonas de 1 kg, porém é um pó grosso; a moagem que conhecemos só se vc comprar o café árabe (eu não me arrisco…) ou mandar moer, só que aí o conceito de “fonte perene” cai por água, uma vez que burocratiza demais o processo. A saída é conseguir um aparato para extração do café na moagem mais abundante, que é bem grossa. O pessoal aqui usar esse pó pra preparar o café com coador por isso que o resultado é o café caboclo, disperdício total de pó. Como eu disse a moagem é grossa, tipo… hummm, tipo moagem pra extração “moka”, as tradicionais cafeteirinhas italianas! Isso, aquelas tradicionais cafeteiras sextavadas de alumínio, nossa velha conhecida dos cafés de depois do almoço quando ainda na emb e em São José. Então a solução pro problema do café para o dia a dia foi resolvida exatamente com ela, uma Bialetti de 6 xicaras, exatamente igual que eu tinha no Brasil, a versão para fogão daquela do nosso consórcio (Padovaz – Osni – D-Dias que virou Padovaz – D-Dias – Melão que virou D-Dias….) na Emb. Infelizmente não é movida ao delicioso e inconfundível café Suplicy, mas o tal do VanHoute daqui dá bem pro gasto.
Para o serviço, continua valendo a francesa fantástica. Super compacta, não requer fonte de energia externa, uma vez que a gente soca agua quente e pó de café nela e ela cospe o cafezinho de depois do almoço de todo dia. O pó é o mesmo, a moagem grossa garante o bom funcionamento do sistema francês.
E finalmente para aqueles momentos especiais é a poderosa Cuisinart que entra em cena, praqueles momentos sublimes após um delicioso almoço no final de semana. Com seus 15 bar de pressão, extrai o verdadeiro espresso italiano. Claro que nada adianta uma máquina dessas sem um café à altura. É aí que entra a Cascogne, aquela padoca chiquezinha que tem perto de casa. Descobri em suas entranhas magníficos cafés vindos de várias partes do mundo.

Colombiano do BÃO

Ainda ficaram devendo o café do sul de Minas, talvez ainda não o tenham descoberto, mas dispõe de exemplares da Colômbia e da Etiópia pra deixar qualquer barista satisfeito. Os cafés ficam embalados em grão num saquinho de fácil abertura, e eles comtam in loco com uma máquina de moagem supimpa. Dessa forma você escolhe seu cafezinho, vai até a máquina, escolhe a moagem desejada, despeja os grãos na cumbuca e com o mesmo saquinho você recolhe o café recém moído. Esquemão quente!! Detalhe: parece tudo muito simples, mas a primeira vez (e única até agora) que fomos lá comprar esse café foi ao estilo “crocodilo dundae”. Fomos eu e o Mellow. Depois de escolher os grãos e caminhar até a moedeira, ficamos alguns intantes estudando a tal máquina. Aceitamos a ajuda da mocinha do balcão que chegou toda solícita, porém descobrimos no meio do caminho que ela nunca tinha mexido naquela máquina. Putz, só faltou ela chutar a coitada. Aperta daqui, dá uns tapas dali e a maquininha nada de moer o café. Teria sido desastroso se o Melão não tivesse lido cuidadosamente toda as instruções, coladas na lateral da máquina, e intervisse antes que a mocinha bicudasse o inocente moedor. A princípio ela resistiu, preferindo usar a força bruta a usar a lógica. Mas acabou cedendo e após seguir rigorosamente as instruções, a máquina moedeira finalmente deixou todos contentes ao iniciar a moagem dos grãos.
Então é isso: o café de todas as manhãs: Dona Bialetti ao estilo moka; o café de depois do almoço no serviço: Seu Bodum ao estilo french press; o café chuchuzinho beleza das tardes de sábado: Senhora Cuisinart ao estilo espresso italiano. Chega de caboclo, E estamos conversados!

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Fora da Ilha!

August 4th, 2009

Curioso pensar que vivemos ilhados. Baixamos de avião aqui em Montreal e desde então não saimos daqui. E Montreal é uma verdadeira ilha, porção de terra cercada de água por todos os lados. Mentira, na verdade fomos pra uma excursão pra Ottawa, mas nem estou considerando porque fomos de busão, tava chovendo, nem apreciei essa saída da ilha… enfim. Fomos fazer o exame da carteira de motorista, e como essa é uma época que eu e metade da cidade queremos a carteira, foi muito difícil arrumar uma vaguinha pra marcar o teste, a gente depende de desistência alheia. Os testes são feitos em unidades específicas do SAAQ (Detran do Quebec) e estão espalhados pela província. O que fica perto de casa é a sede da bagaça, onde vive lotado. Dessa forma, conseguimos uma vaguinha em Longueuil, uma cidade fora da ilha. É conurbado, de forma que nem parece que saimos de uma cidade e entramos em outra, mas de fato é uma outra cidade.
Foi muito da hora, atravessando as pontes já se tem uma bela vista de montreal pelo lado de fora. Andando pela rodovia que beira a margem oposta do São Lourenço, a vista é ainda mais legal. Da lá se vê as ilhotas que ficam entre as margens do rio, se vê o tal cassino (acho que aqui o jogo é liberado, o cassino é gigantesco…), o Monte Real e o estádio olimpico. Com as árvores bombando e o belo dia de sol que estava fazendo realmente é uma cidade muito bonita!
Sinto muito, sem fotos dessa vez. Fui me mijando de medo do teste e voltei correndo pro serviço, pra dizer bem a verdade pouco apreciei a vista. Mas já tem mais um lugar marcado pra voltarmos com mais tempo, e com a câmera!

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