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Archive for July, 2009

E viva o Purtuga

July 26th, 2009

A alegria do FdS do dia 18 foi ir até um mercadinho perto do centro que tem um nome esquisito, Alim-Pot, mas é mais conhecido como “mercadinho português”. A Nívea danada que é caçou na net, entre blogs de brasileiros residentes e comércios especializados, uma fonte de produtos importados do Brasil, e veio com essa pérola.
Pois lá fomos nós. Abrindo a porta da loja, a gente já deu de cara com um engradado de garrafas de guaraná Antárctica! o lugar é bem pequeno, tem prateleiras ao redor nas paredes e uma geladeira no meio, tipo de supermercado, onde ficam os queijos, embutidos e conservas. Muito loco o lugar. Tem feijão preto e vísceras de porco, ideal pra quem quer fazer aquela feijoada! A Nívea já foi seca na parte de cereais, mas infelizmente a tão desejada canjica estava em falta!! Mas a ida não foi em vão, e aqui está o resultado dessa caça ao tesouro:

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Top 5

July 24th, 2009

Top 5 – coisas que não tem e a gente queria
- Família – sem dúvida faz falta. O skype ajuda, mas a gente sente falta de passar um final de semana em companhia dos familiares, né?
- Leiteira – não tem nada aqui pra esquentar o leite! A gente usa panela. Já rodamos muitas lojas, nada…
- Banana prata – aqui só tem caturra (nanica) e olhe lá. Tem que comprar meio verde, se esperar ficar amarelinha e com bolinhas pretas, já tá podre…
- Desodorante “normal” – aqui tem um monte de stick, aqueles que parece lambida de vaca, e alguns aerosois de jato seco (só masculino). Com alcool nem pensar. Eu gosto aqueles molhados sem perfume, até agora não achei. A Nïvea queria qquer um que fosse de spray, pra mulher só tem stick…
- futebol na tv – só passa hóquei, beisebol e futebol americano. Foi um milagre transmitirem a copa das confederações, mas a transmissão começa na hora do jogo e termina assim que o juiz apita, não tem comentários, não tem aquele chorinho antes e depois que a gente está acostumado… a gente se preocupou com a copa, será que vamos poder assistir?

Top 5 – coisas que não tem e a gente agradece
- Flanelinha – ufa, que alívio!! Isso irritava a gente demaaaaiissss no Brasil….
- “Condomínios” debaixo da ponte – chega a dar uma impressão estranha de ver o tanto de viadutos gigantes, sem ninguém morando embaixo… tem umas pixações, mas pouca coisa. O mato é aparado.
- burocracia – nem fale, essa é uma que não dá saudade mesmo.
- “jeitinho” – essa é uma faca de dois gumes. Mas apartir do momento que vc não conta com ele, vc vive bem. Isso inclui horários de funcionamento: deu o a hora os caras te trancam na loja (haha, já ficamos presos). Não espere que lhe deixem passar com mais do que 8 itens no caixa de 8 itens. A recompensa é que vc não vai passar raiva com alguém fazendo isso na sua frente.
- esperto-men do trânsito – na verdade até tem, e acho que sempre vai ter em qualquer lugar, mas são minoria esmagadora. A gente vê neguinho cortando fila, mas é um ou outro. Transitar no acostamento jamais. Vazar preferência também é raro. A maioria dos esperto-men do trânsito ou é taxista ou é pleibói com carrão de luxo, “donos do mundo”, essa praga tem em qualquer lugar…

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Consumo Zen

July 24th, 2009

Se tem uma coisa que aprendemos direito e estamos fazendo direito aqui é ser seletivo com nossas posses. Ficou bem claro na hora de vazar do Brasil o tanto de tranqueira que a gente acumula durante a vida. Inútil é uma palavra forte, mas bem empregada nesse caso: é difícil reconhecer, mas grande parte das coisas que adquirimos e acumulamos debaixo do nosso teto, ocupando espaço e requerendo algum tipo de trabalho são de fato inúteis.
Entre inúmeros benefícios nossa mudança pra cá nos deu a oportunidade de reavaliarmos esse tipo de coisa, e como nos desfizemos de praticamente tudo o que tínhamos, num excelente exercício de desprendimento material, agora temos a oportunidade de readquirirmos nossas coisas de forma mais consciente e seletiva. Pra que tanta roupa, tanta panela, tanto sapato, tanto CD, tanto aparelho eletrônico, se no final das contas usamos uma parcela disso tudo? E a chave dessa nova fase esta sendo a paciência. Afobação e shopping são coisas que se misturam fácil e dão péssimos resultados. Ainda mais aqui, num país onde se tem uma imensa variedade de tudo. A gente chega aqui, de mão abanando, cai de cara com uma infinidade de coisas, a tentação de cometer os mesmo erros do passado é grande, cair de cara no consumo desenfreado. Mas felizmente não tem sido assim pra gente, estamos mantendo nossa sanidade mental anti-consumo aniquilador total. Se bem que o ambiente ajuda, os canadenses são bem diferentes dos estadosunidenses nesse sentido, os caras são muito mais tranquilos nessa questão do consumo. Eles não ligam de ter um carro com 10 anos de idade, andar com roupas dos anos 80 e ter eletrodomésticos decagenários, claro que desde que tudo seja de boa qualidade, o que de fato é.
Bem, como disse, o controle vem da paciência. Nada como sentir bem a necessidade de um produto antes de adquiri-lo, o que garante sua consequente utilização. Coisas aparentemente super úteis estão por todos os lugares, e é nessa hora que vc traz pra dentro de casa um breguetes que aparentemente vai revolucionar a sua vida, mas que na verdade só vai ocupar volume na sua casa sem dar nada em troca. Nesse contexto bem contextuado vem a pergunta: cadê meu PS3? Será que nessas eu acabei concluindo que esse aparelho é mais uma das armadilhas do consumo inconsciente que só vai trazer um prazer instantâneo e está fadado ao esquecimento após breves momentos de glória? Será? Será? Fica a dúvida no ar…..

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Jazz já era

July 17th, 2009

E assim se foi o mais famoso festival de Jazz do mundo…. acabou dia 12, no sábado passado. Passou desapercebido por nós, que estivemos ocupados em tempo integral entre o serviço e a mudança. Sendo honestos, tivemos a oportunidade de ir um ou dois dias pra lá, mas a ameaça constante de chuva (ameaça essa que por várias vezes se cumpriu) nos desanimou completamente.
Paciência, afinal de contas viemos pra cá pra ficar, e ano que vem tem de novo, no próximo também, e assim vai…. pelo menos esse verão já garantimos os ingessos pra nosso próximo grande evento: o Festival Osheaga.

Primeiro de Agosto estaremos lá, curtindo Coldplay, Jason Mraz e outros doidos, entre eles talentos locais. O festival tem dois dias de muito som, mas nós vamos só no Sábado; ir no Domingão pra passar a tarde toda e grande parte da noite, pra trabalhar segunda cedo já não é pra gente, que já passamos dos 30… pena que assim vou perder Yeah Yeah Yeahs e *chora* Beastie Boys… Os 3 doidos que protagonizaram as trilhas sonoras da minha adolescência estarão lá no domingão e eu não! Mais deixe estar, deixe estar…

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A lâmpida

July 15th, 2009

Que as casas são bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil já é algo que foi dito e que todo mundo já sabe. Agora toda hora aparece mais um detalhe que pega a gente de calças curtas: tem muito cômodo – na verdade a maioria deles numa casa – que não tem bocal de lâmpada, na verdade não tem nem o buraco no teto pra se colocar um. Doido, né? Acontece que nesses cômodos o que tem é uma das tomadas que é controlada por um interruptor. Ou seja, se vc quiser luz no quarto – e obviamente que vc vai querer – vc compra um abajur e põe ele na tomada, e o acende/ apaga  através do interuptor na parede. Numa casa comum, pelo que conseguimos entender, só tem luz no teto na cozinha, área de serviço e na sala de jantar, que na verdade conta apenas com um lustrezinho que desce até perto da mesa de jantar. Fora isso mais nada! A sala e os quartos tem esse esquema da tomada ligada no interruptor. Desavisados, começamos a mudança na sexta final da tarde. Por sorte os dias de verão nos abençoa com luz do sol até pouco depois das 8h, momento em que fomos obrigados a parar com a montagem dos móveis por falta de iluminação!! Detalhes, detalhes, mas que fazem toda a diferença….

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Só no Curry

July 15th, 2009

Maldito curry!!

Quem que não conhece aquele cheiro inconfundível do mais desejado tempero de todas as Indias: o curry? Sinceramente eu acho até gostosinho, é um aroma bem regional, interessante. O frango ganha uma nova dimensão de sabor quando submetido aos poderes do curry. Mas tem um detalhe: o cheiro do curry é ruim de sair das coisas. O tal tempero penetra nas entranhas mais profundas da sua cozinha e de lá se mantém sempre presente em nossa lembrança, através do seu aroma implacável, de duração praticamente eterna. Nossa grande amiga Mailette que nos diga: num de seus pitorescos passeios esteve ela no coração da Índia, e de lá voltou com aversão ao persuasivo e onipresente odor maldito característico daquele canto do oriente.
Essa introdução é pra chegarmos a esse ponto, onde entramos no nosso recém alugado apartamento e imediatamente descobrimos que quem morava lá tinha um pé na Índia. Estranho é o fato de a casa já estar vazia há 2 semanas, ter sido pintada – e consequentemente trazer o cheiro da tinta fresca – e ainda assim estar cheirando a curry. Pesquisa rápida na internet revelou que o tal tempero se liga ferozmente a moléculas de gordura de todo tipo. Como se cozinha a bagaça sempre com algum tipo de óleo, onde quer que a fumaça passe, partículas de óleo carregadas com partículas de curry grudam na superfície das coisas, garantindo que a presença da especiaria seja identificada por muito tempo. Ou seja, onde tem o menor resíduo de gordura, haverá o fedor do curry. Na mesma pesquina na net descobri que o cheiro de curry na casa e os diferentes métodos de combate a ele são tratados com a seriedade de assunto de Estado.
Segundo o laudo de vistoria do nosso ap, recebemos o imóvel em condições impecáveis. Não foi o suficiente para nos convencer de não gastarmos 1 pote de Mister Fantastic (tipo um Veja) e 1 pote de Clorox nos armários da cozinha. Só 1 dia e meio depois o curry se rendeu. Mas a briga foi boa….
Pode soar como preconceito, mas é uma questão prática: existem apartamentos onde o locador não permite animais ou fumantes em suas dependências, obviamente por causa dos odores residuais no imóvel após o período de locação. Não vejo porque não acrescentar o uso do curry na lista de proibições!!!

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Na espreita

July 13th, 2009

Eles estão todos lá, só esperando…. pra quem não gosta de cozinha, não passam de utensílios que variam de triviais a inúteis, mas pra quem gosta muito – assim como nós – oh, boy, é uma verdadeira festa!
Estamos no meio do processo de mudança de casa; assim como o carango, o período de residência provisória está chegando ao fim. Putz, já são 3 meses que se vão desde que chegamos aqui… Pois bem, fecha o ciclo da casa emprestada, inicia-se um muito mais interessante, na nossa casa (se bem que é alugada, mas vá lá…) que estamos montando do nosso jeito, com nossas coisas dentro.
Aqui no Canadá tem uma peculiaridade que nós do Brasil não estamos acostumados: quando se aluga uma casa, as chamadas appliances (os eletrodomésticos principais – geladeira, fogão, lavadora, secador e lava-louças) normalemtne já fazem parte da casa, ou seja, vc aluga com essas coisas dentro. Mas como a empresa reembolsa esse tipo de gastos – conforme acertado no nosso contrato de realocação – pra gente seria muito mais interessante alugar uma casa sem as appliances, de forma a podermos comprar nossas próprias. Não são todos locadores que topas, mas tivemos sorte e no nosso caso isso não foi problema.
Então foi nesse final de semana que elas chegaram – todas as lojas de onde compramos móveis e eletrodomésticos foram infalíveis e pontuais na entrega, como esperado. Móveis e eletrodomésticos fluindo pra dentro de casa. E os dois dias de descanso do final de semana se tornaram dias de árduo trabalho pra montarmos e instalarmos tudo no lugar.
Aqui tem disso: as coisas são em média muito mais baratas que no Brasil. Os móveis nem tanto, mas os eletrodomésticos sim. Mas chega a hora de montar a bagaceira, se vc precisar de uma ajuda especializada, você está na roça: a mão de obra é bem cara. Ainda bem que fazem anos que eu me meto a montar e instalar coisas, não só na minha casa, mas de parentes e amigos também. A recompensa vem agora, economia de muitos dinheiros montando móveis e instalando aparelhos sem maiores dificuldades, gozando do know-how adiquirido nos anos passados.
É então que voltamos ao coração do lar: a cozinha!! Está tudo lá: foganzão malucão, geladeira muito loca, panelas zerinho, todas outros eletrodomésticos menores e todas as outras quinquilharias que fazem do ato de cozinhar uma verdadeira e divertida aventura. Só esperando a gente chegar lá e detonar!! Ainda não mudamos em definitivo, pois ainda faltam uns detalhes pra acertar, entre eles a própria entrega da casa provisória. Ainda estamos sem tv (até que vai) e sem internet (que absurdo!!), o que torna a nossa permanência impossível, hahaha. Mas está acontecendo, estimamos que no final dessa semana já estaremos definitivamente em definitivo no nosso novo lar!

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Rolê no Parque

July 11th, 2009

Como já escrevi em outros posts, aqui do lado de casa tem um parque da hora, o Parque Marcel-Laurin. Diz que santo de casa não faz milagre, e de repente (pronto, Markin) nos demos conta que estávamos morgando de não tirarmos um tempinho pra passear no prórpio bairro, mesmo com toneladas de coisas pra fazer.
Pois fomos pro parque no final de semana passado-ado (2 pra trás…) e foi uma das primeiras vezes que realmente usei a máquina desde que chegamos aqui (e olha que eu nem tirei tantas fotas…)

Pra não colocar as fotos todas aqui e encher o post com fotinhos que iriam empurrar os posts mais antigos lááá pra baixo, , deixei elas lá no flickr, basta clicar aqui.

Gostei do passeio, o parque é grande, mas como é cheio de campos de futebol (verdade!!) e de beisebol, então a área de caminhada não é lá tão grande. Mas é o suficiente para abrigar belos gramados, um lago cheio de peixes, patos, tartarugas e plantas malucas, bancos pra descansar, e tudo mais que está lá nas fotos!
Divirtam-se e comentem!

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Programa de Índio

July 7th, 2009

Já falei do Canadian Tire num outro post, loja que apesar do nome tem tudo menos pneu. Tem uma unidade perto de casa, a gente sempre passa por lá pra compar alguma coisinha que precisa em casa, como travessa, panela, vasilha, vassoura, o que for. Mas no fundo a gente gosta de ficar vendo umas coisas diferentes. Enquanto a Nívea se diverte com utensílios cósmicos para o lar, como maquininha de vácuo para alimentos e suporte para vasinhos com iluminação artificial, eu gasto minhas horas nesse programinha de índio olhando os equipamentos de esporte da loja. Tem tudo aquilo que eu jamais cheguei perto antes na vida: taco de bêisebol, taco de golfe, pazinha de hóquei… as bolas respectivas, a fichinha de hóquei, as “bolas” de futebol americano. É tudo muito legal, a gente vive nosso momento “crocodilo dundee” como a Nívea gosta de dizer. Tem halteres, pininho de apoiar a bola de golfe, luva de couro pra pegar as bolas rebatidas no bêisebol. Tem umas butinas muito da hora, sempre lembro do meu irmão Pedro, sei que ele gosta de calçados robustos, vou levar uma pra ele quando for pro Brasil no final do ano, quero ver se ele consegue destuir essa!!
Então é esse um dos programinha de índio: dar rolê no Canadian Tire. Mas não são nas pequenas coisas que está a alegria de viver? HahAHah!!

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O Caminho das Rosas

July 5th, 2009

Esse é um filminho indo pro mercadinho do bairro. O mercadinho é comum, dos que se encontra por todo canto da cidade. Mas é que aqui no bairro tem um campo de golfe, com um comerciozinho na entrada, então o mercadinho fica num predinho mais bodoso do que o normal. Na calçada já chegando lá tem um enorme canteiro de rosas malucas que encantaram a Nívea. Solta o clipe:

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