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Pinga ni mim – nosso pequeno “contrabando”

February 1st, 2010

Não sei porque cargas dágua achei que cada passageiro podia passar com até 2L de bebida alcóolica através das fronteiras canadenses. Mas foi o que eu considerei quando soquei uma velha garrafa de whisky 18 anos que já tinha desde os tempos de São José, fechadinha, juntamente com mais 2 garrafas de cachaça mineira da boa no meio das nossas malas. Se são 2L por pessoa, com 3L de bebida ainda estamos com certa folga.
A tensão já começou poucos minutos depois da decolagem, quando recebemos o papelzinho do Canadian Customs, no mesmo estilo do que recebemos da Polícia Federal para a entrada no Brasil. Tudo que temos a fazer é nos identificarmos e declararmos as mercadorias adquiridas no exterior, para fins de taxação. Juro que li tudinho e ainda assim estava em dúvida se eu deveria declarar alguma coisa. No caso do Brasil, só é necessário declarar o que tenha passado do limite não-taxável, e resolvi considerar assim mesmo. Mas o problema era a cachaça: não tinha nada de 2L lá não, o limite de 2 garrafas no caso de vinho e de 1.14L pro caso de destilados; 24 latinhas se fosse cerveja e outras coisas mais. Falassério, pra que simplificar, né? Viajei nos limites, mas uma coisa era certa: minhas canas estavam a mais do que o permitido. Agora ficava a dúvida do que fazer: declarar a quantidade real acarretaria somente em pagamento de uma taxa qualquer ou acabaria fazendo a gente atrasar e consequentemente perder a conexão com o trem pra Montreal? Ou declarar uma quantidade falsa e correr o risco de se enrolar ainda mais e perder de vez o trem e talvez algo mais? Não é do meu feitio, mas a situação apertou e o instinto falou mais alto, deixando aflorar o jeitinho brasileiro que fez surgir a terceira opção: omitir a informação até quando possível, o famoso “migué”. Não que fosse na cara dura, afinal de contas, se eu considerasse as regras brasileiras as bebidas em conjunto não ultrapassariam o limite não taxável, e as regras canadense estavam dúbias. Fora que no cartão não tinha onde declarar a quantidade de álcool, só tinha um campo pra declarar o valor das mercadorias. O cartão era um só por família, a Nívea estava tranquila compenetrada nos seus pensamentos (não cai, avião… não cai, avião… não cai, avião…) e resolvi não levar o problema até seu conhecimento. Bom, deixa pra lá, ficou em branco…
Umas oito horas depois é a hora de desembarcar e enfrentar o probleminha que até então estava varrido pra debaixo do tapete. Caso ninguém falasse nada, iríamos deslizando sem problemas até a saída, pro busão que nos levaria até a estação de trem. Mas na triagem da imigração já rolou o desgosto: a mulherzinha depois de checar nossos vistos quis dar um bizu no cartão da declaração e já embassou: “Senhor, o campo aqui está em branco. Vc deve declarar o valor das mercadorias que está trazendo”. Respondi que não estava trazendo nada além de meus pertences, e ela insistiu, perguntando se eu não tinha comprado nada nem recebido presente nenhum. Após hesitar um pouco, respondi dizendo que não, considerando que as coisas que eu estava trazendo poderiam ser todas consideradas itens de uso pessoal. Daí ela mandou uma na mosca: nem tabaco ou álcool?
Chiiii… olhei pra ela e disse “sim, estou trazendo sim”, e ela já com cara de preguiça mandou um “então, (meu filho) vc tem que declarar…” Mas eu ainda tinha uma carta na manga e disparei: “Mas é de pouco valor, não atinge a cota permitida para taxação”. Fazia parte do migué. Mas ela rebateu: “Não importa, vc tem que declarar qualquer quantidade de álcool” e de posse do cartão engatilhou uma caneta e continuou: “quantos litros?”. Mais uma vez e instinto tomou a frente e sem titubear já mandei: “2L”. e com a canetona vermelha ela escreveu no meio do cartão: 2L
Nesse momento eu já bolava um plano B na cabeça, também baseado nas frágeis porém eficientes estruturas do migué: nenhuma das garrafas continha de fato 1L. Duas delas continham 700ml. Uma 900 e uns quebrados. No total não chegava a dois litros e meio, e ainda dava valor quebrado. Um prato cheio para mandar o migué do “nossa, me confundi nas contas…”. De madrugada, depois de 9h de vôo… sei lá, se pá até cola!
Pois passamos do balcãozinho da moça com o cartão rabiscado com a informação “imprecisa”. Só precisávamos por as mãos nas malas e chegar até a saida mais próxima. Como ainda estávamos de posse do cartão, significava que teríamos que entrega-lo para mais alguém, que seria a fronteira final antes da liberdade.
Pegamos as malas no carrossel e começamos caçar a saída. Momento em que a Nívea, até então alheia ao problema etílico, mandou uma inesperada e bombástica pergunta: “Se eles quiserem ver as bebidas, mesmo que deixem passar, eles não vão embassar com o monte de comida que estamos trazendo?”. Eu não tinha pensado nisso, enquanto estava planejando o migué dos cálculos volumétricos. Ela tinha toda razão. Seguindo a lógica do preenchimento do cartão explicada pela mocinha da triagem, todos os comes – e nem todos politicamente corretos – deveriam ser declarados como bens adquiridos no exterior. Putz, a m$@%da estava armada.
Pra tranquilizar a Nívea, minha resposta foi: “Pega nada, são todos produtos industrializados…” certo, certo… sacos de chás compostos por sementes e ervas , doces de frutas frescos embalados somente em plastico, derivados de leite, buchas orgânicas do quintal da minha mãe… nem tudo se encaixava exatamente no conceito de “produto industrializado”.
Como não foi de propósito, enquanto empurrava o carrinho pensei: “agora já era, se embassarem, não há nada mais a ser feito…”. Não sei dizer o quanto a Nívea estava preocupada com isso, mas pra mim foram momentos de tensão total. O rush de adrenalina veio na hora que embicamos o carrinho num corredor onde no final se viam duas guardas com cara de mau e as mãozinhas cruzadas nas costas e os pés firmes no chão. Sim, seriam elas as designadas a receber o cartão, nesse momento a porta detrás das guardas era definitivamente a fronteira final pra liberdade. Fomos nos aproximando, empurrando o carrinho com as malas recheadas do que agora oficialmente poderíamos classificar como contrabando. Cada passo era um terror. As fitas para controlar o fluxo de pessoas iam se afunilando em direção às duas. A porta da liberdade era estreita. A poucos passos de uma delas paramos o carrinho. Cada uma das guardas tinha um montinho de cartões em um das mãos, não deixando dúvidas do que elas estavam fazendo por lá. Estendi a mão com o cartão. A guarda, inexorável, me fitando com olhar ameaçador alcançou o cartão e deu uma boa olhada nele. Meneou a cabeça e mandou: “Obrigada, senhor”.
Liberdade. Caiu do cavalo quem achou que essa história ia acabar mal!

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A Primeira Neve

October 27th, 2009

Emoção total – estávamos saindo do serviço na quinta feira passada e nos deparamos com os gélidos floquinhos caindo sublimes do céu. A temperatura não estava das menores, estava por volta dos 5 graus, o que fazia com que os flocos assim que tocassem o chão se desintegrassem. O fato em si foi muito bacana – nem eu nem a Nívea havíamos visto neve de verdade antes, mas a ocasião não foi das melhores. Assim como chuvas fortes na hora da saída do serviço – as famigeradas “pega-peão” – essa nevada apesar de não ser das mais agressivas foi suficiente pra travar todo o sistema viário expresso, e minutos depois de sairmos do escritório, estávamos parados no meio de um congestionamento atípico, apreciando a neve de dentro do carro. Isso foi o bastante pra perdermos a oportunidade de registrar propriamente o evento, uma vez que chegamos em casa e já estava escuro, e a neve já não caía com tanta vontade.
A manhã seguinte foi uma dilícia, como a temperatura caiu pra baixo de zero durante a noite e as ruas estavam todas molhadas, tinhamos gelo por toda parte. Muito mais perigoso do que quando neva bem abaixo de zero, os gelos como todo mundo sabe, escorrega pra dedéu, tanto quando pisamos em poças quanto quando passamos com o carro no asfalto deslizante. Mas uma boa dose de cautela já é o suficiente pra nor manter longe de problemas. E quanto a isso estamos tranquilos, afinal de contas a “mineirice” – natural e abundante na Nívea e sendo absorvida aos poucos por mim – se trata entre outras coisas de uma dose cavalar de cautela!
E além do mais não pensem que por ser a primeira vez que a gente “entra numa fria” que somos desavisados e amadores. Na verdade eu ainda em São José já tinha feito um treinamente intensivo que me deixou preparado pro que der e vier!

Treinamento

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Avis Procês

September 29th, 2009

Essa é velha, mas como não contei ainda é nova… aconteceu no dia que pusemos os pés em Montreal.
Acontece que tinhamos nosso script definido: o vôo de SP pra Toronto, passa na migração, o vôo pra Montreal, pega o carro reservado na locadora, segue pro endereço da casa temporária. Muito simples. Mas o primeiro contratempo já começou em Toronto: como a fila da migração estava recheada, acabamos que perdemos o vôo da conexão. Nada demais, já que fomos no vôo imediatamente depois. Nos custou apenas alguns minutos, mas perdemos a oportunidade de fazer essa conexão a bordo de um EMB175… por outro lado voamos pela primeira vez no RJ 700 da Bomb, talvez um sinal para acostumarmos com a “mudança de chave” que arrumamos!
Enfim, chegando em Montreal, é a parte de pegar o carro, supostamente já reservado na locadora. Vejamos, abrindo a pasta meticulasamente organizada pela Nívea, na sequencia dos documentos de imgração… sim, os papéis da reserva do carro. A locadora indicada é a Avis.

Simples, vamos procurar a tal locadora. Segue placa daqui, placa dali, tá difícil achar… fomos seguindo pra saída do desembarque, empurrando 2 carrinhos carregados até o talo. Depois de uns rolês perdidos, começo a imaginar que seria uma boa idéia peguntar pra alguém, já que estávamos seguindo as plaquinhas e elas pareciam estar nos levando para algum lugar sinistro. O plano então foi parar os carrinhos que tava dureza de empurrar e procurar o tal do guiche da Avis. Sem andar muito, que beleza: um balcão com dois simpaticos atendentes e uma plaquinha escrito “Avis”. Bingo! Apesar de o resto da placa estar escrito em francês e o logotipo da empresa não se parecer nada com o do papel que a gente carregava, fui seco assim mesmo pra cima do carinha, gastando meu inglês quadrado e enferrujado: “olá, tenho uma reserva de um carro”. O carinha olhou com cara de “QUÊÊÊ!?”. Achei que pecisava adicionar detalhes, e mandei: “olha aqui, tenho esse papel que é uma reserva de um carro pra alugar. Então, eu estou querendo esse carro aqui…”. O cara fez cara de quem começou entender e respondeu: “Hummm, vc quer alugar um carro. Por favor, senhor, siga as placas alí e siga em frente, vc vai atravessar o estacionamento e vai ver as placas das locadoras. Lá será facil vc identificar sua locadora.”. Fiquei por entender, porque o cara não quis me atender, ver meus papeis…. Começamos desconfiar quando vimos que não só em vários balcões, como também em várias paredes, tinham placas escrito Avis. Não fazia sentido… não até descobrimos que “avis”, além de ser o nome da nossa locadora de automóveis, também é “aviso” em francês…..

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Só no Curry

July 15th, 2009

Maldito curry!!

Quem que não conhece aquele cheiro inconfundível do mais desejado tempero de todas as Indias: o curry? Sinceramente eu acho até gostosinho, é um aroma bem regional, interessante. O frango ganha uma nova dimensão de sabor quando submetido aos poderes do curry. Mas tem um detalhe: o cheiro do curry é ruim de sair das coisas. O tal tempero penetra nas entranhas mais profundas da sua cozinha e de lá se mantém sempre presente em nossa lembrança, através do seu aroma implacável, de duração praticamente eterna. Nossa grande amiga Mailette que nos diga: num de seus pitorescos passeios esteve ela no coração da Índia, e de lá voltou com aversão ao persuasivo e onipresente odor maldito característico daquele canto do oriente.
Essa introdução é pra chegarmos a esse ponto, onde entramos no nosso recém alugado apartamento e imediatamente descobrimos que quem morava lá tinha um pé na Índia. Estranho é o fato de a casa já estar vazia há 2 semanas, ter sido pintada – e consequentemente trazer o cheiro da tinta fresca – e ainda assim estar cheirando a curry. Pesquisa rápida na internet revelou que o tal tempero se liga ferozmente a moléculas de gordura de todo tipo. Como se cozinha a bagaça sempre com algum tipo de óleo, onde quer que a fumaça passe, partículas de óleo carregadas com partículas de curry grudam na superfície das coisas, garantindo que a presença da especiaria seja identificada por muito tempo. Ou seja, onde tem o menor resíduo de gordura, haverá o fedor do curry. Na mesma pesquina na net descobri que o cheiro de curry na casa e os diferentes métodos de combate a ele são tratados com a seriedade de assunto de Estado.
Segundo o laudo de vistoria do nosso ap, recebemos o imóvel em condições impecáveis. Não foi o suficiente para nos convencer de não gastarmos 1 pote de Mister Fantastic (tipo um Veja) e 1 pote de Clorox nos armários da cozinha. Só 1 dia e meio depois o curry se rendeu. Mas a briga foi boa….
Pode soar como preconceito, mas é uma questão prática: existem apartamentos onde o locador não permite animais ou fumantes em suas dependências, obviamente por causa dos odores residuais no imóvel após o período de locação. Não vejo porque não acrescentar o uso do curry na lista de proibições!!!

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Emplacados!

May 26th, 2009

Sexta feira, depois da triste presepada no consulado, fomos buscar nosso carango! Que beleza, nada como uma coisa dessas pra começar bem o final de semana. Chegamos cedo na loja, já que já tinhamos saido cedo do serviço… O fulaninho da concessionária, sempre sorridente e cordial, iniciou os procedimentos de entrega. Sem sinos dessa vez, por favor….
Assina aqui, papel pra cá, papel pra lá… aqui não se tira um carro da concessionária sem uma prova de seguro, que nada mais é do que um seguro, não só do carro, mas um de liability, que é tipo se vc atropelar alguém vc tem que pagar indenização. A gente malandros que somos já tinhamos o papel na mão e tudo correu suave. Minutos depois aparece o carango, e a gente já pula pra dentro, não sem antes sacar o celular e registrar a cena:

Possante!!

Beleza! Vamos rodar! Mas peraí, antes tem um frete pra ser resolvido: o carro alugado! Putz, tínhamos que levar o coitado de volta onde achamos ele… então fomos, eu no carango novinho (que os caras entregam com tanque cheio, e não com 3 gotas de combustível…) e a Nívea no alugadão. Como não tínhamos a menor idéia de como chegar no aeroporto, local de desova do coitado, atribuímos essa última missao ao GPS também alugado: nos levar ao seu lar. Então fui na frente, guiado pelo bichinho. Chegar até o aeroporto foi moleza, mas na hora de achar a locadora dentro do aeroporto….. fui andando na frente, e derrepente descobri que estavamos fazendo merda… entrei num lugar onde parecia ser estacionamento de limosines, e táxis de luxo. Cruzei com um carro de tiras, e instante depois, notei que a Nívea não estava mais atrás de mim!! Encostei o carro no primeiro lugar que vi, rodeado pelas limos…. desci, olhei prum lado, olhei pro outro, e nada… derrepente fui achado por uma Nívea branca, numa outra pista, que parando o carro me acenava malucamente. Atravessei o canteiro e pulei pra dentro do veículo: a coitada tinha sido enquadrada pelos tiras!! AhahAha!! Calma gente, não foi nada grave, é que eles não deixaram ela entrar no local onde eu tinha inadvertidamente me enfiado. Nada sério, mas valeu o susto! Rodamos mais um pouco e achamos o lugar de devolver o danado. Detalhe que nesse meio tempo, o nosso carro novinho estava encostado numa calçada num local totalmente proibido, e mal sabíamos voltar até lá!! Deixamos o carro na locadora, pegamos os papéis do recibo, e saimos correndo atrás do nosso precioso. Localizamos ele, mas teríamos que atravessar uma larga pista de acesso aos estacionamentos, onde pedestres não deveriam passar. Fomos ao estilo “freeway”, aquele joguinho do Atari onde o objetivo é atravessar uma galinha numa movimentada rodovia. Conseguimos, e finalmente entramos os 2 no carro novo, pra daí sim começar a curti-lo!!

E o que que essa história tem a ver o título? Ah, foi só pra chegar até nessa outra, que aí sim tem a ver…
Horas atrás, o simpático vendedor tinha pedido mil desculpas por não ter emplacado o carro. Não entendi até agora porque ele deveria ter feito isso, mas enfim… ganhamos um papel colado no vidro que nos dava 10 dias de boi pra poder rodar sem placa… como já era tarde, não conseguiríamos ir no SAAQ (o Detran daqui) mas poderiamos nos informar dos horários de funcionamento indo até um deles, ou mesmo na internet. Como estávamos do lado de um, fomos até lá e soubemos que funciona de segunda a sabado, em diversos horários.
No sabadão baixamos lá. E lá nesse SAAQ eles tem uma coisa muito legal que se chama computador. Interessante como essa máquina, quando bem empregada, facilita nossa vida!! Pegamos nossa senha e em minutos fomos chamados: mostramos o recibo de compra do carro, assinamos uns papéis e… a mulher sacou uma placa e entregou na nossa mão!! Mas peraí, mágica? Não, a moça tem uma pilha de placas, e ela usa essa máquina – o computador – pra associá-la ao nosso carro, através do chassi descrito no recibo. Se o computador não existisse, talvez teríamos que ir até lá, mostraríamos os documentos, solicitaríamos a confecção de uma placa que seria então confeccionada e associada ao chassi do nosso carro, e então teríamos que voltar depois, tipo uma semana, pra pegar a tal placa, não sem antes esperar para que esta fosse instalada por terceiros com um lacre no nosso carro…. hummm…… que burocrático um mundo sem computador…. mas em fim, no dia seguinte ao que pegamos o carro, já saimos do SAAQ com a placa debaixo do braço. Depois foi só chegar em casa, pegar uma chavinha de boca, e pláfts: Emplacados!

Emplacados!

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Pedacinho 2 – atualizando

May 26th, 2009

Detalhe que hoje deu os tais 5 dias úteis, e gatos molhados que somos, ligamos antes de ir lá de novo. Mintira que não tava pronto, né? Vamos torcer para que amanhã esteja……….

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Um pedacinho do Brasil no Canadá

May 25th, 2009

Então a gente estava nessa situação: o carro da Nívea havia sido deixado pra ser vendido em SJC, e o Mellow tinha um procuração na mão, com firma reconhecida e tudo mais, como manda a lei. Mas a lei tem várias facetas, e na hora de assinar o documento de transferência, soubemos que uma procuração particular não bastava para trasnferir um veículo, precisaríamos de uma procuração pública. Não vamos entrar em detalhes por que diabos uma procuração particular não é o suficiente (será porque ela custa R$4,50 e uma pública custa R$180, e alguém viu vantagem nisso?) e vamos pra história principal. Fomos até o Consulado Brasileiro em Montreal! Lá encontramos um reconfortante conversê na língua natal, um bom atendimento e assim que explicamos o que precisávamos fomos prontamente informados das taxas e dados necessários para se fazer uma procuração pública daqui, com efeito no Brasil.

Consulado do Brasil em Montreal
Fachada do prédio do Consulado Brasileiro em Montreal

Curioso é que se fazer uma procuração pública daqui custa mais barato (bem mais barato) do que ir num despachante local no Brasil, mas esse é outro detalhe que vamos deixar pra lá…. Enfim, no final soubemos que o prazo é de em média 5 dias úteis, pra não perder o costume. Mostrados os documentos, pagas as taxas, assinados os papéis, deixamos o local. No dia seguinte um telefonema improvável: a procuração estaria pronta apenas 2 dias depois da solicitação. Ficamos contentes e surpresos, e nos esquematizamos pra ir buscar o papel.
Os consulados tem o péssimo hábito de adotarem horários de atendimento bizarros, acho que não só o Brasileiro, parece que é uma regra geral. No nosso caso, das 10 às 13h., depois das 15 às 16:30h. Sairíamos mais cedo do serviço, às 15:30. Infelizmente nesse dia, uma quinta-feira o transito estava impossível, e não conseguimos chegar a tempo. Paciência. Na sexta, tentamos de novo, dessa vez saímos 15h. Mesmo assim pegamos algum trânsito, mas chegamos à tempo.
À tempo de descobrir que não tinha papel nenhum pronto. E à tempo de ouvir a mocinha dizer que obviamente não estavam prontos, afinal são no mínimo 5 dias úteis…

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Mercado + fim do frio (?)

May 19th, 2009

Domingo passado a gente fez algo que estávamos ensaiando desde que chegamos: visitar um mercado municipal pra comprar frutas e legumes frescos, já que a temporada de hortifrutigrangeiros dos produtores locais acabou de começar, junto com a primavera.

Primeiros momentos: alegria

Pois escolhemos um dos 4 mercados da cidade e lá fomos nós. Chegamos relativamente cedo. O dia estava nubladão e ventando, então não era de se estranhar que estivesse mais uma vez – adivinhem só – um frio do cão. Claro que fomos de blusa, depois do deslize relatado no post “Subestimando o Frio”, a gente tá mais ligeiro… Mas poucos minutos depois, andando nos corredores do bem-servido mercado, precebemos que o frio era maior do que nossa capacidade de espantá-lo. Note na foto, que apesar da Nívea estar de casaco, o da mulher ao lado seria mais “adequado”:

O frio começa atrapalhar as compras....

O mercado é excelente: frutas e legumes tanto locais como importados, parece que a produção local ainda não bombou. O mercado tem uma parte interna, tem uma padaria e tal. E a parte externa, bem maior, abriga barracas similares a nossas feiras livres no Brasil. Claro que tudo muito bem organizado e montado, mas com o mesmo clima descontraido das donas de casa com seus carrinhos de esbarrando, pechinchando, conversando com conhecidos, etc…
Mas o frio, minha gente, de novo o frio da primavera veio sem dó. A gente logo percebeu que não seria possivel continuar passeando e escolhendo muito nossos produtos, então tratamos de pegar logo o que a gente precisava pra semana, tacamos nas sacolas e fomos correndo pra padaria do mercado, que por ser um ambiente fechado, contava com aquecimento, uma beleza! Depois de esquentar as mãos e os pés, ficamos à vontade pra sair de novo e ir rapidinho até o carro.

Vou emendar um outro causo aqui pra vcs entenderem o desfecho desta história…
Quando estávamos no nosso passeio guiado pela cidade, nos primeiros dias logo que chegamos aqui, nossa guia nos informou que o frio danado tinha acabado, e a gente não precisava se preocupar em comprar roupas especiais, que nossas blusas seriam o suficiente pra passar a primavera numa boa. Apesar de existirem muitas promoções de queima de estoque de blusas e artigos para inverno, poderíamos ficar despreocupados porque quando fosse começar o inverno em setembro, outubro desse ano ainda, os produtos estariam de volta as prateleiras das lojas. Ok, gostamos da dica. Nossas roupas de inverno brasileiro pareciam estar à altura da primavera canadense. Besteira!

Voltando a história original: Chega de frio! Precisávamos dar um basta nisso, então na segunda, que foi feriado aqui (dia do Patriota, uma versão da província do Quebec para o Dia da Rainha Vitória, comemorado no resto do país) fomos até o shóps e caçamos artigos de frio. Foi uma belezura: achamos facilmente blusas hiper quentes com descontos de 50%. Muito da hora o tanto de blusas bacanas que pudemos comprar com pouco dinheiro. E não só blusas: a Nívea achou um cobertorzinho, esses pra gente se enrolar deitado no sofá pra ver uma televisão, que estava com um desconto indecente: de 50 dólares por 5…

Agora sim....

Bom, acho que agora estamos realmente preparados pra primavera, e quem sabe pra boa parte do outono. Demos um basta nessa história de ficar passando frio à toa, hahaha!!

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O incrível Hulk…

May 6th, 2009

… ou seria o incrível Tide? Bom, vamos começar do começo. O negócio é que ficamos contentes e impressionados com a eficiência das máquinas de lavar e secar. São uma dupla e tanto, mas não seriam nada sem o auxílio do poderoso Tide, o sabão de lavar roupas. Impressionante é a rapidez do ciclo de lavagem, fica coisa de pouco mais de 5 minutos batando, e já parte pro enxague. E o pior é que as roupas realmente saem limpinhas!! Nosso comentário foi: “Uáu! Deve ter ácido nesse sabão!”. Talvez não estejamos tão errados.
Minha camisa não era assim tão nova, tava judiadinha até… mas depois de encarar as máquinas por duas vezes, ela sucumbiu.

Foi no momento que depois de vestí-la fui calçar os sapatos e senti o rasgo! Achei que eu estava me transformando no incrível Hulk, mas nada mais era do que a camisa dizendo adeus, derrotada pelos poderes do Tide…

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Traquinagens culinárias

May 5th, 2009

Depois de ter disparado o alarme de incêndio logo no primeiro dia com uma simples torrada, nesse sábado atuamos de novo. Só que dessa vez fomos profissionais. Nada de torradeira… utilizamos o forno mesmo, com uma assadeira cheia de pão com queijo. Subestimamos mais uma vez uma entidade desconhecida. O tal do fogão elétrico não passa uma impressão de valentão; seu primo tocado a gás é muito mais imponente, com todas aquelas labaredas e tal. Mas bastaram apenas alguns míseros minutos para que as fatias de pão dispostas na assadeira tomassem uma coloração negra e comecassem a soltar uma densa fumaça. Notando o cheiro, logo abri a porta do forno, e a quizumba comecou. Em segundos o alarme disparou e o truque que aprendemos de abanar o pano de prato ao redor do aparelho parecia não funcionar muito bem. Como se o barulho não fosse exagerado o suficiente, o segundo alarme, que fica lá no andar de cima resolveu disparar também. Um show. A Nívea em pânico agitava os paninhos ao redor da porcaria do alarme, quando viu que aquilo não seria suficiente. Então ela me incubiu de continuar com a abanação e partiu pro plano de emergencia: abrir as janelas da casa! Funcionou após alguns minutos, mas nao sem antes congelar o interior da casa com aquela brisa gelada de um sábado de manhã…. ainda bem que e primavera! Precisamos de um plano melhor para o inverno…

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