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Archive for the ‘fracasso’ Category

A COPA

August 10th, 2010


Assistir a copa aqui em Montreal foi uma experiência completamente nova. A primeira e mais obvia diferença reside no fato de não estarmos imersos numa gigante massa homogênea de torcedores, na qual eu nasci, cresci e com a qual estamos acostumados. Mas além disso tem as sutilezas próprias de um país não escolado no futebol e com uma população imensa de imigrantes. Não tendo intiminade alguma com a pelota – e nem ao menos estando participando da Copa, o Canadá e seus nativos não representam propriamente uma torcida adversária; pelo contrário, são simpatizantes de diversos times, entre eles o Brasil. Já os imigrantes sortidos são em grande parte fiéis tocedores de seus respectivos países, salvos os casos similares aos dos canadenses que não têm um representante “oficial” na Copa. No final das contas a atmosfera que tivemos por aqui é muito mais de um campeonato estadual do que que uma copa: a torcida uniforme, as criticas a escalação, os comentários das participações da seleção, etc dão lugar às rivalidades, às pilhérias, aos deboches e a competição, porém tudo levado de uma forma saudável. Nesse cenário, as vitórias do Brasil não são comemoradas em uníssono, pelo contrário, temos que enfrentar a rivalidade dos Europeus que goram o Brasil de uma forma que eu jamais imaginei. Da mesma forma, as derrotas não geram tristeza generalizada, mas sim acabam fazendo parte da alegria de um colega ao lado. Brasileiros, argentinos, mexicanos, estados unidenses, ingleses, franceses, italianos, trabalhando no mesmo ambiente, soam durante a Copa muito mais como são paulinos, cruzeirenses, corinthianos, flamenguistas, atleticanos, palmeirenses, santistas, etc… durante o Brasileirão. E o pior de tudo nessa história é que diferente do que acontece no Brasil, o pessoal aqui não deixa a gente esquecer desse negócio de copa, que pra nós já tinha acabado… especialmente meu colega de baia espanhol que andou impossível! Afe!

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A esquiada que não foi

February 9th, 2010

A minha maior frustração nesse nosso primeiro inverno sub-zero foi a esquiada que não foi.
Pode ser culpa do CO2, dos metanos, petróleos, Kiotos e Compenhaguens, geleiras derretentes ou da camada de ozônio (essa tá fora de moda), mas o fato é que a neve abundante que se espera de um típico inverno canadense não existiu. Ao invés dos 2 ou 3 metros de neve que costumam cair aqui em Montreal e arredores, tivemos algo perto de meio metro. Pode ser cedo pra falar, mas uma vez que a marmota já deu as caras, não sei o quanto podemos contar com futuras tempestades.
Antes no final do ano teve a primeira tempestade que mudou toda a paisagem da cidade. Começamos bem. Não fui esquiar porque essa primeira tempestade caiu muito em cima da hora da gente embarcar de férias pro Brasil. Na volta, fomos surpreendidos por uma chuva maluca que lavou a pouca neve que ainda restava. Depois disso, foram uns 3 cm num dia, 1 no outro, e assim tem sido, nada de neve de verdade, em volume de 10cm ou mais.
As estações de esqui da região fracassaram, e os poucos gatos pingados que se atrevem a dar uma deslizada acabam mal por se deparar com muito gelo e pouca neve, o que torna a atividade sem graça e pior – perigosa, já que cair na implacável e sólida superfície do gelo é bem mais doloroso e perigoso do que cair na fofura da neve.
E assim foi. Cheguei maior empolgadão das férias, fui na loja comprar parte do equipamento (a parte não-alugável nas estações) e esperar a próxima oportunidade. Já até tinha um carinha aqui que se dispôs a me ensinar o bê-a-bá. Já tinhamos o esquema de sair do trampo e ir diretão pra estação mais próxima, a de Saint Sauveur. Só não tínhamos – e não temos ainda – a tal da neve.
Eu olho sempre a previsão do tempo e só vejo sol, sol, sol…
Quem sabe no inverno que vem? Se o mundo não acaber antes… ah, esqueci, o mundo só acaba em 2012!

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Avis Procês

September 29th, 2009

Essa é velha, mas como não contei ainda é nova… aconteceu no dia que pusemos os pés em Montreal.
Acontece que tinhamos nosso script definido: o vôo de SP pra Toronto, passa na migração, o vôo pra Montreal, pega o carro reservado na locadora, segue pro endereço da casa temporária. Muito simples. Mas o primeiro contratempo já começou em Toronto: como a fila da migração estava recheada, acabamos que perdemos o vôo da conexão. Nada demais, já que fomos no vôo imediatamente depois. Nos custou apenas alguns minutos, mas perdemos a oportunidade de fazer essa conexão a bordo de um EMB175… por outro lado voamos pela primeira vez no RJ 700 da Bomb, talvez um sinal para acostumarmos com a “mudança de chave” que arrumamos!
Enfim, chegando em Montreal, é a parte de pegar o carro, supostamente já reservado na locadora. Vejamos, abrindo a pasta meticulasamente organizada pela Nívea, na sequencia dos documentos de imgração… sim, os papéis da reserva do carro. A locadora indicada é a Avis.

Simples, vamos procurar a tal locadora. Segue placa daqui, placa dali, tá difícil achar… fomos seguindo pra saída do desembarque, empurrando 2 carrinhos carregados até o talo. Depois de uns rolês perdidos, começo a imaginar que seria uma boa idéia peguntar pra alguém, já que estávamos seguindo as plaquinhas e elas pareciam estar nos levando para algum lugar sinistro. O plano então foi parar os carrinhos que tava dureza de empurrar e procurar o tal do guiche da Avis. Sem andar muito, que beleza: um balcão com dois simpaticos atendentes e uma plaquinha escrito “Avis”. Bingo! Apesar de o resto da placa estar escrito em francês e o logotipo da empresa não se parecer nada com o do papel que a gente carregava, fui seco assim mesmo pra cima do carinha, gastando meu inglês quadrado e enferrujado: “olá, tenho uma reserva de um carro”. O carinha olhou com cara de “QUÊÊÊ!?”. Achei que pecisava adicionar detalhes, e mandei: “olha aqui, tenho esse papel que é uma reserva de um carro pra alugar. Então, eu estou querendo esse carro aqui…”. O cara fez cara de quem começou entender e respondeu: “Hummm, vc quer alugar um carro. Por favor, senhor, siga as placas alí e siga em frente, vc vai atravessar o estacionamento e vai ver as placas das locadoras. Lá será facil vc identificar sua locadora.”. Fiquei por entender, porque o cara não quis me atender, ver meus papeis…. Começamos desconfiar quando vimos que não só em vários balcões, como também em várias paredes, tinham placas escrito Avis. Não fazia sentido… não até descobrimos que “avis”, além de ser o nome da nossa locadora de automóveis, também é “aviso” em francês…..

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Chupa que a cana é doce… será?

September 1st, 2009

Essa foi legal. A gente sempre que dá uns rolês nos mercados vê todo tipo de fruta. Tem muita fruta local, agora que já estamos a alguns meses mornos, a produção local bomba. Tem também muita coisa comum que vem sempre dos vizinhos EUA e México. Também encontramos alguns artigos mais exóticos, importados esporadicamente de terras mais distantes.
Mas sinceramente, por essa eu não esperava. Hoje passamos rapidinho num supermercado e olha só com o que nos deparamos. Autênticas “canne a sucre” Podem rir, riam bastante…..

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A Serelepe surrupiadora de margaridas

June 25th, 2009

Essa foi legal demais. Acabou a safra de dentes de leão, começou a de margaridas! Por todo lado, onde tem esses matos de canteiro de rodovia, terreno vazio, enfim, por toda parte estão nascendo toneladas de margaridas.
E nossa heroína não ia deixar esse fato passar desapercebido. Dotada de um aguçado instinto decorador, a Nívea rapidamente fez planos de colher algumas para enfeitarem o nosso lar. Para tanto precisaríamos de alguns equipamentos e algum planejamento estratégico.
Foi numa tarde de Sábado que o plano foi executado: saimos de casa munidos apenas de uma tesoura na mão e uma idéia na cabeça. Depois dos nossos afazeres normais, no caminho de volta pra casa, um terrenão foi escolhido para a ação. Armada e perigosa, sai a Nívea sorrateira e em instantes começa a colheita.

Sorrateira e implacável

Campos intermináveis de margaridas!

Sucesso na operação!
De volta pra casa, o arranjo foi feito e a missão cumprida.
Pena que o clima seco e o abafadão de dentro de casa fez as margaridas murcharem até a morte de um dia pro outro… coitadas …. nem deu tempo de tirar foto!
Foi bom enquanto durou!

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Pedacinho 2 – atualizando

May 26th, 2009

Detalhe que hoje deu os tais 5 dias úteis, e gatos molhados que somos, ligamos antes de ir lá de novo. Mintira que não tava pronto, né? Vamos torcer para que amanhã esteja……….

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