A esquiada que não foi

February 9th, 2010

A minha maior frustração nesse nosso primeiro inverno sub-zero foi a esquiada que não foi.
Pode ser culpa do CO2, dos metanos, petróleos, Kiotos e Compenhaguens, geleiras derretentes ou da camada de ozônio (essa tá fora de moda), mas o fato é que a neve abundante que se espera de um típico inverno canadense não existiu. Ao invés dos 2 ou 3 metros de neve que costumam cair aqui em Montreal e arredores, tivemos algo perto de meio metro. Pode ser cedo pra falar, mas uma vez que a marmota já deu as caras, não sei o quanto podemos contar com futuras tempestades.
Antes no final do ano teve a primeira tempestade que mudou toda a paisagem da cidade. Começamos bem. Não fui esquiar porque essa primeira tempestade caiu muito em cima da hora da gente embarcar de férias pro Brasil. Na volta, fomos surpreendidos por uma chuva maluca que lavou a pouca neve que ainda restava. Depois disso, foram uns 3 cm num dia, 1 no outro, e assim tem sido, nada de neve de verdade, em volume de 10cm ou mais.
As estações de esqui da região fracassaram, e os poucos gatos pingados que se atrevem a dar uma deslizada acabam mal por se deparar com muito gelo e pouca neve, o que torna a atividade sem graça e pior – perigosa, já que cair na implacável e sólida superfície do gelo é bem mais doloroso e perigoso do que cair na fofura da neve.
E assim foi. Cheguei maior empolgadão das férias, fui na loja comprar parte do equipamento (a parte não-alugável nas estações) e esperar a próxima oportunidade. Já até tinha um carinha aqui que se dispôs a me ensinar o bê-a-bá. Já tinhamos o esquema de sair do trampo e ir diretão pra estação mais próxima, a de Saint Sauveur. Só não tínhamos – e não temos ainda – a tal da neve.
Eu olho sempre a previsão do tempo e só vejo sol, sol, sol…
Quem sabe no inverno que vem? Se o mundo não acaber antes… ah, esqueci, o mundo só acaba em 2012!

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O Dia da Marmota

February 4th, 2010


Tem uma lenda – na verdade um fato da natureza natural dos bichos do reino animalesco – que diz que tem um dia que a marmota – um daqueles ratões gigantes que comem as cenouras e nabos debaixo da terra nos desenhos animados – acorda de sua hibernação e dá uma espiada pra fora da terra pra ver como estão as coisas. Se o dia estiver nublado, a marmota sai da toca e acorda de vez, sinal de que o inverno vai acabar rapidinho. Se tiver sol, a danava volta pro buraco e tira mais um cochilo, pois o inverno ainda vai durar mais 6 semanas. Isso já foi até feriado aqui no Canadá. É o Dia da Marmota, 2 de Fevereiro. O pessoal fica muito feliz e sai até no jornal que a marmota tirou o cabeção pra fora, dizendo se estava nublado ou estava sol…
E foi assim alguns dias atrás, a marmota saiu, os jornais noticiaram o fato, e estava sol. Sol e frio pradedéu. E assim sendo, o inverno está com os dias contados: 6 semanas!

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Pinga ni mim – nosso pequeno “contrabando”

February 1st, 2010

Não sei porque cargas dágua achei que cada passageiro podia passar com até 2L de bebida alcóolica através das fronteiras canadenses. Mas foi o que eu considerei quando soquei uma velha garrafa de whisky 18 anos que já tinha desde os tempos de São José, fechadinha, juntamente com mais 2 garrafas de cachaça mineira da boa no meio das nossas malas. Se são 2L por pessoa, com 3L de bebida ainda estamos com certa folga.
A tensão já começou poucos minutos depois da decolagem, quando recebemos o papelzinho do Canadian Customs, no mesmo estilo do que recebemos da Polícia Federal para a entrada no Brasil. Tudo que temos a fazer é nos identificarmos e declararmos as mercadorias adquiridas no exterior, para fins de taxação. Juro que li tudinho e ainda assim estava em dúvida se eu deveria declarar alguma coisa. No caso do Brasil, só é necessário declarar o que tenha passado do limite não-taxável, e resolvi considerar assim mesmo. Mas o problema era a cachaça: não tinha nada de 2L lá não, o limite de 2 garrafas no caso de vinho e de 1.14L pro caso de destilados; 24 latinhas se fosse cerveja e outras coisas mais. Falassério, pra que simplificar, né? Viajei nos limites, mas uma coisa era certa: minhas canas estavam a mais do que o permitido. Agora ficava a dúvida do que fazer: declarar a quantidade real acarretaria somente em pagamento de uma taxa qualquer ou acabaria fazendo a gente atrasar e consequentemente perder a conexão com o trem pra Montreal? Ou declarar uma quantidade falsa e correr o risco de se enrolar ainda mais e perder de vez o trem e talvez algo mais? Não é do meu feitio, mas a situação apertou e o instinto falou mais alto, deixando aflorar o jeitinho brasileiro que fez surgir a terceira opção: omitir a informação até quando possível, o famoso “migué”. Não que fosse na cara dura, afinal de contas, se eu considerasse as regras brasileiras as bebidas em conjunto não ultrapassariam o limite não taxável, e as regras canadense estavam dúbias. Fora que no cartão não tinha onde declarar a quantidade de álcool, só tinha um campo pra declarar o valor das mercadorias. O cartão era um só por família, a Nívea estava tranquila compenetrada nos seus pensamentos (não cai, avião… não cai, avião… não cai, avião…) e resolvi não levar o problema até seu conhecimento. Bom, deixa pra lá, ficou em branco…
Umas oito horas depois é a hora de desembarcar e enfrentar o probleminha que até então estava varrido pra debaixo do tapete. Caso ninguém falasse nada, iríamos deslizando sem problemas até a saída, pro busão que nos levaria até a estação de trem. Mas na triagem da imigração já rolou o desgosto: a mulherzinha depois de checar nossos vistos quis dar um bizu no cartão da declaração e já embassou: “Senhor, o campo aqui está em branco. Vc deve declarar o valor das mercadorias que está trazendo”. Respondi que não estava trazendo nada além de meus pertences, e ela insistiu, perguntando se eu não tinha comprado nada nem recebido presente nenhum. Após hesitar um pouco, respondi dizendo que não, considerando que as coisas que eu estava trazendo poderiam ser todas consideradas itens de uso pessoal. Daí ela mandou uma na mosca: nem tabaco ou álcool?
Chiiii… olhei pra ela e disse “sim, estou trazendo sim”, e ela já com cara de preguiça mandou um “então, (meu filho) vc tem que declarar…” Mas eu ainda tinha uma carta na manga e disparei: “Mas é de pouco valor, não atinge a cota permitida para taxação”. Fazia parte do migué. Mas ela rebateu: “Não importa, vc tem que declarar qualquer quantidade de álcool” e de posse do cartão engatilhou uma caneta e continuou: “quantos litros?”. Mais uma vez e instinto tomou a frente e sem titubear já mandei: “2L”. e com a canetona vermelha ela escreveu no meio do cartão: 2L
Nesse momento eu já bolava um plano B na cabeça, também baseado nas frágeis porém eficientes estruturas do migué: nenhuma das garrafas continha de fato 1L. Duas delas continham 700ml. Uma 900 e uns quebrados. No total não chegava a dois litros e meio, e ainda dava valor quebrado. Um prato cheio para mandar o migué do “nossa, me confundi nas contas…”. De madrugada, depois de 9h de vôo… sei lá, se pá até cola!
Pois passamos do balcãozinho da moça com o cartão rabiscado com a informação “imprecisa”. Só precisávamos por as mãos nas malas e chegar até a saida mais próxima. Como ainda estávamos de posse do cartão, significava que teríamos que entrega-lo para mais alguém, que seria a fronteira final antes da liberdade.
Pegamos as malas no carrossel e começamos caçar a saída. Momento em que a Nívea, até então alheia ao problema etílico, mandou uma inesperada e bombástica pergunta: “Se eles quiserem ver as bebidas, mesmo que deixem passar, eles não vão embassar com o monte de comida que estamos trazendo?”. Eu não tinha pensado nisso, enquanto estava planejando o migué dos cálculos volumétricos. Ela tinha toda razão. Seguindo a lógica do preenchimento do cartão explicada pela mocinha da triagem, todos os comes – e nem todos politicamente corretos – deveriam ser declarados como bens adquiridos no exterior. Putz, a m$@%da estava armada.
Pra tranquilizar a Nívea, minha resposta foi: “Pega nada, são todos produtos industrializados…” certo, certo… sacos de chás compostos por sementes e ervas , doces de frutas frescos embalados somente em plastico, derivados de leite, buchas orgânicas do quintal da minha mãe… nem tudo se encaixava exatamente no conceito de “produto industrializado”.
Como não foi de propósito, enquanto empurrava o carrinho pensei: “agora já era, se embassarem, não há nada mais a ser feito…”. Não sei dizer o quanto a Nívea estava preocupada com isso, mas pra mim foram momentos de tensão total. O rush de adrenalina veio na hora que embicamos o carrinho num corredor onde no final se viam duas guardas com cara de mau e as mãozinhas cruzadas nas costas e os pés firmes no chão. Sim, seriam elas as designadas a receber o cartão, nesse momento a porta detrás das guardas era definitivamente a fronteira final pra liberdade. Fomos nos aproximando, empurrando o carrinho com as malas recheadas do que agora oficialmente poderíamos classificar como contrabando. Cada passo era um terror. As fitas para controlar o fluxo de pessoas iam se afunilando em direção às duas. A porta da liberdade era estreita. A poucos passos de uma delas paramos o carrinho. Cada uma das guardas tinha um montinho de cartões em um das mãos, não deixando dúvidas do que elas estavam fazendo por lá. Estendi a mão com o cartão. A guarda, inexorável, me fitando com olhar ameaçador alcançou o cartão e deu uma boa olhada nele. Meneou a cabeça e mandou: “Obrigada, senhor”.
Liberdade. Caiu do cavalo quem achou que essa história ia acabar mal!

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Tempo Loco

January 26th, 2010

Durante nossas férias vimos no Brasil um clima muitodoido, sol de rachar em Minas, sem as tradicionais chuvas de verão, e em SP chuvas torrenciais sem fim. Não que todo ano não aconteçam enchentes e desmoronamentos, não que todo ano não morram famílias soterradas ou afogadas, mas esse ano está demais. Nunca vi tanta chuva caindo sem parar, por tantos dias seguidos.
Acabadas as férias, de volta a Montreal. Chegando aqui, aparentemente tudo normal: frio do cão, neves acumuladas por todos os lados. Mas logo na segunda-feira acontece o inesperado: chuva! Choveu o dia todo, e a temperatura chegou nos 8 graus. Não faltaram os comentários: “nossa, vcs trouxeram o calor do Brasil”. Mas piadinhas à parte, o canadense que conhecemos aqui, nascido e criado em Montreal, disse que nunca tinha visto isso acontecer no meio do inverno. Era tempo típico de Setembro, quando está friozinho e chove bastante.
Resultado: não alagou nada, não morreu ninguém… mas quase toda neve acumulada foi “lavada”. Ficou um clima estranho, e mais um canto do planeta que entra na lista dos “com clima esquisito”, junto com as nevadas na Flórida, as tempestades de neve no meio da Europa, o inferno em terra na Austrália…
Bom, pode até ser que não seja só por causa do efeito estufa, mas que o clima está mudando, e já mudou bastante, isso não dá pra negar.

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Acabou-se o que era douce…

January 25th, 2010

Enfim, acabaram as férias. O final de semana foi só de viagem, e hoje já pegamos no batente. Nem deu pra curtir direito a reentrada no país, chegamos já estava escuro, fomos trabalhar ainda estava escuro e voltamos já no escuro de novo… mas deu pra ver que está tudo no mesmo lugar. Nossa casa estava como a deixamos, o escritório estava lá esperando, as ruas, as árvores peladas, a neve… tudo daquele jeito!
Sejamos bem-vindos de volta!
As férias foram excelentes, o calor brasileiro, a recepção da família, as visitas que fizemos e recebemos. Foi revigorante, relaxamos e aproveitamos bastante. Pra começar 2010 com o pé direito!

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Férias

January 1st, 2010

Só de féria no Brasil…
Até a volta!

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O Frio (atualizado)

December 15th, 2009

Frio é psicológico, diz o dito popular. Desculpem mas vou ter que discordar! Essa frase vale até certo ponto. Quando o negócio começa apertar mesmo é que o bicho pega, e por mais que vc tenha um poderoso controle da sua mente, ela não poderá te salvar das consequências FÍSICAS do frio…
Tem um negócio que se chama frostbite, não sei se tem tradução para o português (afinal nunca precisamos usar essa palavra no Brasil). Nada mais é do que as queimaduras de frio que vc consegue ficando exposto a temperaturas muito baixas. Claro que não é tão fácil assim vc conseguir uma frostbite, mas bobeou levou. E claro que quanto mais frio, mas fácil vc consegue!
Mas deixando essas atrocidades de lado, pensei em fazer uma escalinha de temperatura e percepção que tivemos aqui, como parte da avaliação de final de ano das nossas experiências de 2009. Claro que como todo tipo de percepção essa também é algo muito pessoal. Se um canadense visse isso ia rir de dó da nossa “fraqueza” pelo frio. Mas a idéia é justamente passar a percepção de quem foi nascido e criado num clima tropical, e até por o pé aqui não tinha passado por um frio de menos de 3°C.
Então vamos lá:
10°C - A gente costumava chamar isso de frio. Não dá pra sair à vontade de bermuda e camiseta, mas hoje em dia a gente começa a considerar que isso é não é frio, pelo fato de não precisar se preocupar nem usar nada em especial, afinal uma blusa qualquer já serve
5°C - É fresquinho. Também não pede nada em especial, dá pra por uma agasalho, jeans e sair pra dar uma volta. Se não estiver ventando, mais tranquilo ainda, se tiver, já pede um cachecol, talvez um gorro.
3°C - Limite pré-canadá. Passamos esse frio em Campos do Jordão em 2008, durante a madrugada. Na ocasião precisamos de roupas mais pesadas, porém sem os acessórios canadenses (luvas, cachecol, gorro). Aqui é frio sim, mas nada de alarmante. Uma blusa leve com cachecol e gorro já tá valendo, mas tem uma pegadinha aqui: as “blusas leves” são realmente leves e finas, mas tem proteção contra o vento e o interior de material bastante isolante, portanto valem por uma blusa bem mais grossa do Brasil.
0°C - Zero é legal, é uma barreira mística que pra mim foi algo emocionante de cruzar. Eu achava que as águas fossem todas congelar, mas foi ilusão. Cansei de por tupperware com água na sacada pra ver se virava gelo, mas nada feito. Por outro lado, os orvalhos na manhã já tinham uma outra cara, de geada, tudo fica branquinho e em lugares mais umidos garante emoções extra, como o black ice nas pontes. Sem vento, não fica muito diferente do 5, mas com vento já exige blusas médias, luva, cachecol, gorro. Nas pernas, a calça jeans continua valendo. No zero o conceito de “frio é psicológico” já não vale mais. Aqui já fica fácil de cair neve, mas como as coisas ainda não estão geladas, a neve que cai derrete com facilidade.
-5°C - Já começa ficar esquisito. Dá pra sair que nem com o zero mais vento. O -5 com vento dá sensação termica muito menor, portanto é arriscado confiar em roupas médias. Quando saímos nessa temperatura, usamos nossas Kanuks que são nossos casacos mais pesados. Eles aguentam bem, a gente só sente o frio na canela se estivermos só de jeans. Minhas calças de sarja pra trabalhar passam a sensação que estou sem nada na parte de baixo. A omissão de acessórios como um bom gorro já pode causar problemas, um dia saí sem gorro e meus ouvidos ficaram piando uns dois dias. Não dá fostbite, mas ficar transitando sem luvas já deixa facilmente os dedos dormentes. Quando neva a neve fica sem derreter, na verdade fica parecendo poeira porque é bem seca e não gruda em nada. Uma botona impermeável é uma boa.
-10°C - Aqui já zuou. Acabou a brincadeira. Além da blusa pesada, das luvas, do cachecol e gorro obrigatórios, já é negócio usar minhocão e meias especiais. Partes expostas já começam a doer em poucos minutos. Sem luva seus dedos correm risco de frostbite, assim como orelhas descobertas. Se estiver ventando, dificilmente uma blusa sem corta-vento resiste, porque o frio penetra sem dó. O gorro também não pode ser qualquer um, tem que ser a prova de vento. O cachecol tem que ser usado corretamente, pra evitar que o vento entre pelos menores espaços ao redor do seu pescoço.
-15°C - A fantasia de canadense tem que ser completa. Roupas vindas do Brasil não servem mais. Sem vento dá pra arriscar uma blusa mais leve, desde que apropriada (corta-vento, com interior isolado). Nada de partes expostas, o frostbite está a espreita! Como a neve é quase que obrigatória, sapatos antiderrapantes são essenciais.
-20°C - Ainda não chegamos nesse patamar. A previsão indica que essa semana vamos passar desse ponto, portanto aguardem atualizações!

O interessante dessa escala é que até os -5 a nossa percepção de frio não é assim tão alarmante. O bicho pega é entre os -5 e os -10, parece que cada grau faz uma diferença enorme. Esse frio que vem nesse semana tá vindo lá do Norte, passou uma corrente numa cidade chamada Edmonton, que registrou uma temperatura récorde de -46°C, com sensação termica de -59°C, por causa dos ventos desgraçados. Essa friaca toda não chega aqui assim tão forte, mas vai ser o suficiente pra termos máximas de -15 e mínimas de -20°C… vai ser pura emoção, durante nossa última semana antes de embarcar pro Brasil! A diferença de temperaturas vai ser coisa de loco, vamos desse -20 pra +20 em um único dia!

*ATUALIZAÇÃO*
Confirmando: @$%* que o pariu, -20°C é FRIO MESMO! Até a neve congela mais congelada do que estava antes… Hoje na hora de ir embora olhei o carro e as palhetas do limpador estavam coladas no vidro. Não tinha neve em cima porque a neve tava tão congelada que parecia areia e o vento não deixava ela acumular. Estavamos com nossas roupas máximas, e conforme esperávamos, foi o suficiente (ainda bem). Mas é aquela coisa: kit completo! E amanhã tem mais, de manhã vai ser ainda mais cruel…

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As voltas com a tocha

December 8th, 2009

Hoje foi dia de festa, café da manhã de Natal, antes da reunião que eventualmente temos com o VP do programa. Café da manhã no estilo dos gringos, com ovos, bacon, salsicha e croissant. Super light. Daí aparece uma outra atração: um pessoalzinho com uniforme de atleta e uma verdadeira tocha olimpica. A Bomb é uma grande patrocinadora dos jogos olímpicos de inverno de 2010, que pelo que eu percebi aqui, são tão badalados quanto os jogos olímpicos de verão, que pra nós no Brasil são basicamente os únicos e verdadeiros jogos olímpicos…. Além do patrocínio, foi a bomb que projetou e construiu a tocha, como já comentei em outro post. Tava uma fila lá pra segurar na tocha e tirar uma fota, e apesar de ficarmos atentados a ir lá, achamos que ia ser mico. Mas isso não impediu a Nívea de se juntar a um grupo de garotas e ir lá tirar uma foto! Justiça seja feita: a Nívea foi meio que obrigada a pagar o mico, por ela isso não aconteceria jamais!
Mas a parte legal é que depois de finalizado o café e a apresentação do VP, a tal da tocha por algum motivo veio parar na mesa de um cara aqui da seção. Daí fomos lá dar uma pegada na tocha e aproveitar pra um click-celular… ou talvez dois! Sem estresse…

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Primeira neve (que caiu e ficou)

December 8th, 2009

Já estou perdendo a credibilidade dizendo pela terceira vez que caiu a primeira neve…. mas me explico: a primeira vez não deu nem pro cheiro, pois derrediam-se os flocos assim que tocavam o chão, já que a temperatura estava acima de zero. A segunda vez caiu, a gente filmou e tudo mais, aquela manhã com tudo branquinho… mas no dia seguinte, cadê? Já tinha ido tudo pro ralo, literalmente. Com a oscilação da temperatura, durante o mesmo dia já tinha derretido tudo e cabou a graça.
Mas ontem já começou a ficar diferente. Caiu uma neve legal, o suficiente pra inaugurarmos a vassourinha e o raspador de gelo na saida do serviço. Todos pareciam putos da vida, e eu e a Nívea parecíamos os unicos dois que se divertiam com a brincadeira! A neve continuou a cair durante toda a noite, apesar de que em pequena quantidade. Hoje cedo tinhamos uma camada fina porém resistente, já que amanheceu a -6°C e durante o dia não passou dos -3°C. Vassourinha pros outros, já que nosso carro estava quentinho dentro da garagem. Na vinda pro trabalho já fomos apresentados pra tão malfalada “lama” que se forma depois da limpeza das ruas. Ainda em pequenina dose, essa lama é resultado do derretimento forçado da neve pelo produto a base de sal que eles jogam nas ruas, misturado com fuligem. “Eles” também ainda é um misterio; acordamos as 7h., tava meio escuro ainda, e a rua já estava limpa.
Pois então, essa neve caiu e agora ficou. A foto que ilustra o post é de hoje por volta das 13:30h., daqui da minha janela. O sol já não dá conta de derreter ninguém, por isso parece que dessa vez a paisagem vai mudar mesmo. Nas ruas e calçadas por passarem carros e pessoas, e jogarem sal, até que derreteu, mas nos gramados ficou mesmo.

Hoje como dá pra ver na foto também, está um dia bem ensolarado, sinal de mais frio. Amanhã a previsão é de nevasca da braba, ou seja, se essa neve de ontem que anunciaram ser de 1 cm ficou, a de amanhã que anunciaram que será entre 25 e 35cm é que não vai derreter tão fácil, hahahaha! Principalmente com temperaturas sempre negativas, de até -17°C que estão prometendo aí…. puuuutzzzz!!! A gente que por um instante achou que ia sair de férias sem ver uma nevasca de verdade, agora podemos nos esbaldar!

Markin, assim que sair um boneco de neve aqui eu já te aviso, porque agora vai!!

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Voltando pra casa

November 30th, 2009

Calma, gente não pedimos penico não. São apenas nossas férias! Tá chegando, hein, menos de um mês, a gente baixa em Guarulhos antes do Papai Noel, a tempo de passar as festas na terra natal. Temos uma importante lista de coisas a fazer e outra com coisas pra carregar na volta. Na primeira temos coisas vitais como comer uma deliciosa pizza “italiana de são paulo”, e nas coisas a trazer de volta temos itens como leite condensado e essência de eucalipto.

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