
Essa foi da hora: a Nívea com suas pesquisas aprofundadas sobre alimentação e bem estar descobriu, na verdade um bom tempo atrás que existe aqui em Montreal a possibilidade de se adquirir cestas de legumes orgânicos cultivados por fazendeiros locais. Costumamos adquirir nossos legumes e frutas no Mecado Jean-Talon, mas é algo como uma evolução natural no estilo de vida natureba partir para as cestas orgânicas. Obviamente se tratando de Canadá tal atividade se restringe a alguns meses do ano, já que as colheiras são feitas entre os meses de Junho e Outubro. Pois foi então que já entramos no esquema das cestas, toda quinta feira a gente sai do serviço e parte rumo ao “ponto de desova” das cestas. Lá tem um caminhão com um rapazola distribuindo as leguminosas. É como ir ao mercado, só que bem mais rápido: a gente pega o engradado com os legumes e vira dentro da nossa sacola e voilà! Tá feita a feira da semana em segundos!
A parte mais emocionante é que você nunca sabe o que vai vir na danada. Sempre tem o básico, alface, cebolinha, outro tipo de alface, agrião, espinafre… só que tem a parte da surpresa, com uns tuberculos cabulosos e folhas enigmáticas. Optamos também pelos ovos, que são opcionais. A gente pegou a manha de perguntar pro carinha de que se trata pelo menos pra saber como preparar. A Nívea já tem uma tática onde ela simplifica tudo: pergunta se come cru ou cozido e pronto, hahaha!
As fotos são da primeira cesta, a tendência é elas ficarem maiores e mais variadas conforme as colheitas vão se tornando mais substanciosas.

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Poisé, fora do planejado mas como esperado, acabamos pulando uma ou duas semanas de postagem do Rango da Semana. Mas não faz mal, porque pelo menos tá saindo um agora com FOTAS
Segue o cardápio:

-Arroz e feijao (de lei)
- salada de folhas diversas (nem aparece na foto)
- hamburguerzinho de kafta
- macarrão muitoloco
- frango mais loco ainda
- e a vedete da semana – gratin de brócolis, com direito a close-up!!

O detalhe é que esse cardápio foi da semana passada… essa semana depois de meses a fio tiramos uma folga, principalmente por causa do feriado, acabamos de preguiça e decidimos saltar alguns dias…
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Esse Final de semana prolongado, além do passeio em Magog, ainda teve a segunda pra gente aproveitar. Fomos no mercadão com a missão de comprar coisas plantáveis pra Nívea se divertir. Diferente do que eu pensei, ela não quis saber das flores por enquanto, e caiu nas hortaliças, nos temperos pra ser mais específico.
Aproveitando os vasos de flores da estação passada, foi lá mesmo que a nossa hortinha começou. Os eleitos para a estréia foram: coentro, salsinha, manjericão e hortelã. Sem muita cerimônia lá foi a Nívea e plantou todo mundo em poucos minutos. Agora um solzinho, muita água e alguma paciência estaremos temperando nossos pratos com temperos da horta! Belezura!
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Mais acontecimentos tomaram lugar nesse mês de Abril passado, como já foi dito alguns posts atrás. Pra quem pensou que o evento principal já tinha sido comentado, surpresa, o evento principal foi a nossa primeira visita!
Sim, antes de completarmos um ano de Canadá, recebemos a visita de ilustres convidados, Edu e Priscila, que vieram passar as férias pros lados de cá.
Do nosso lado, não podia ser melhor, nossa rotina foi redesenhada e tivemos várias horas de conversa, assuntos pra por em dia e novidades dos dois lados. Do lado deles, duas semanas de turismo total. Como nosso horário de serviço é flexível, a gente teve a oportunidade de acumular algumas horas com antecedência pra gastar com nossos convidados. E eles, por outro lado, não perderam tempo em aprender logo a usar o transporte público e aproveitarem por conta própria o que a cidade tem pra oferecer. Com a segurança e a boa qualidade dos transportes públicos, eles ficaram à vontade pra explorar a região central, o velho porto e todo o curioso mundo subterrâneo. Mandaram tão bem que no final estavam nos dando dicas de passeios, afinal ainda estamos longe de ter desvendado todos os segredos de Montreal. Passearam na Saint Catherine, a referência nacional da moda, passearam no cais do porto, subiram no observatório do estádio olímpico…
Em nossos passeios juntos, o ponto alto foi a ida à Quebec City. Passeamos o dia todo, combatemos invasores, jantamos chiques… de volta à Montreal passeamos na Saint-Denis, com seus barzinhos descolados, subimos no Mont-Royal pra ver a cidade ao entardecer, passamos frio (faz parte das atrações canadenses), fomos ao Marché Jean-Talon, visitamos a Caverna do Dragão, e pra terminar gastamos dinheiro à toa visitando a Biosfera. Fomos aos shóps e a Pri teve a oportunidade de se perder no mar de batons das lojas de cosméticos, enquanto o Edu se divertia nas de eletrônicos. Nas etapas caseiras batemos papo e demos muitas risadas, o suficiente pra receber a intervenção da vizinha chata por duas vezes pedindo que acalmássemos nossos ânimos… jogamos uns games, assistimos uns Losts (os dois fizeram uma autêntica maratona Lost de 10 capítulos pra nos alcançarem) e finalizamos o último FdS com um almoço bacanão, com entrada de fantástica sopa de ervilhas, prato principal de truta salmonada e risoto de aspargos, e sobremesa, esta última trapaceada já que compramos pronta na Gascogne, nossa padaria predileta. Operetas, mousses e cremes brûle, pra descontrair e engordar. Ufa!
E assim passaram as duas semanas, esperamos que nossos hóspedes tenham gostado tanto quanto a gente. Passou tão rápido! Esperamos que não demorem pra voltar!
Au revoir!
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Olha, olha vejam só, nem parece mas já se passou um ano desde que pegamos nossas malas, nossas cuias e viemos pro lado de cima do equador, beeem acima…
O aniversário não é de uma data apenas. Há um ano atrás o que aconteceu foi uma sequência de eventos memoráveis. Começou com a terrível demissão em massa da Emb que atingiu cerca de 4000 funcionários. Depois foi o projeto Família Vende Tudo, que se estendeu por algumas semanas. Aí já entra aquela correria pra levantar âncora e soltar as amarras, turnê de despedida, e finalmente a partida. Depois da partida, a parte mais dolorosa, já entra na sequência a chegada do lado de cá. A novidade, o encantamento e a sensação do “o que diabos eu estou fazendo aqui?”. Depois a estréia no emprego novo, a fase de adaptação… E claro também aniversário de casamento, pra adicionar.
O aniversário é disso aí. Desde que tudo isso aconteceu, o mundo já deu um rolê completo em volta do Sol. Foi tão rápido e ao mesmo tempo parece que foram anos… Um brinde ao mundo que gira e às coisas que acontecem! Todo dia é aniversário de alguma coisa que aconteceu há um ano atrás. O que você vai celebrar hoje?
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O projeto Rango da Semana está de vento em popa. Aquele projeto, de cozinhar no Domingo a comida a ser comida na semana seguinte. Sim, porque pra quem não sabe aqui cada um come – ou não – de acordo com sua vontade, já que o conceito do bandejão não se aplica. Há quem ame, há quem odeie, os nativos não se importam porque esse é o modelo que sempre conheceram. Na verdade as refeições principais deles são o café da manhã e a janta, poucos se importam com o almoço, ficando somente num lanchinho ou um petisco trazido de casa num saquinho plástico.
Nascidos e criados na pátria amada Brasil nós não entramos nessa onda e preferimos nos encontrar com o bom e velho arroz com feijão por volta do meio dia. Alguns costumes prevalecem, esse é um deles. Mas devaneios à parte, voltemos pro ponto da questão: o projeto Rango da Semana!
Pra descontrair e documentar vou de agora em diante postar nosso cardápio semanal, fazendo com que esse blog seja um híbrido do que tem sido porém abrindo um espaço pra um toque de culinária! Então é isso aí, 1, 2, 3 começou.
Cardápio da semana (passada):
- Abobrinha recheada – essa foi inédita e foi aprovadíssima! Recheio de arroz selvagem e carne moída (em casa)
- Porpetas ao molho de tomate – carne moida em casa, transformada em bolinhas. O molho é aquele, feito em casa no ano passado e estocado no freezer
- Arroz com lentilha – essa semana não tivemos feijão, a lentilha fez o papel.
- Verdura louca refogada – bom demais, aqui tem umas verduras diferentes que vão bem refogadas
- Cenoura com passas – a cenoura não pode faltar no cardápio da Nívea. A versão da semana traz elas refogadas com passas
Sem fotos essa semana, afinal o post saiu atrasado e comemos tudo antes de termos a idéia… Fica pra próxima!
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Quem não se lembra do post Olha quem apareceu para o jantar? Poisé, a gente sabe como é, o mundo gira, e como diz o colunista Simão, quem fica parado é poste.
O mês de Abril foi um mês cheio de causos, e esse vai ser apenas um deles. Todo mundo que lê esse blog com certa frequência deve ter notado que faz muito tempo que não sai nada nessa página de novo… poisé, ficamos muito ocupados aqui com os últimos acontecimentos.
Mas não é que a gente tá aqui de boa na lagoa e de repente batem à porta, e quem é?…. ora, ora, o Dias! Veio dar um alô aqui pra gente, se aprochegou e sugeriu que degustássemos um cafezinho. Nada mal, nada mal… cafezinho Suplicy recém-chegado do Brasil, moído no dia anterior. Parecia não poder ficar melhor, mas… o quê? Preparado na Bialetti elétrica dos velhos tempos do F-69/65? Ah, agora sim, melhor impossível…

Ok, ok, não foi bem assim que aconteceu, o cara avisou que vinha. Não resisti contar uma mintirinha por causa do primeiro de Abril, que rolou na mesma semana que ele chegou. Já se virou, já tá na casa dele sossegado, temos mais um vizinho conterrâneo agora. Dizem que brasileiros não formam guetos, mas estamos fugindo à regra, hahaha.
Agora um assunto polêmico, que quem conhece sabe muito bem: a cafeteira mágica. Muitos subestimam seus poderes, mas depois dessa começa a ficar difícil ignorá-los. A bialettinha tá me saindo mais eficiente que a lâmpada de Aladim: esfregue-a, deguste seu café, e faça seu pedido. Pra quem teve a oportunidade, espero que tenham sido cautelosos com o que pediram, porque seu pedido pode ser atendido!
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Essa é mais uma da série “novidades antigas”, de coisas que já passaram há um bom tempo mas que por um motivo ou outro demoraram pra aparecer aqui.
Bom, uma das minhas curiosidades sobre a neve era como exatamente eram os flocos da danada. Já vi muitos desenhinhos alusivoas à neve como sendo coisinhas parecidas com estrelinhas… desenhos, animações, etc. Já tinha visto algumas fotos de cristais de gelo também, mas… será? Deixei essa pendência de estudar os floconildos e ver qual que é a deles.
Na primeira oportunidade (que foram realmente raras nesse inverno que mal nevou) peguei minha câmera, minha lente macro, e num ato destemido de bravura abri a janela da sala de forma a ganhar a sacada durante uma nevadinha que estava rolando num domingo de manhã.
O resultado, por um lado decepcionante pela falta de foco na maioria das capturas, revelou um outro lado fantástico das mirabolantes formações cristalinas das quais a neve é formada.

O desafio era tirar as fotos sem me congelar na sacada, fui meio desprevinido. Tenho certeza que farei melhor no inverno que vem, com uma infra-estrutura mais adequada. Mas não nego que mesmo desfocado fiquei satisfeito com o resultado do experimento!
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Não é porque moramos aqui em Montreal que a gente já se sente “os montrealers”. Muito pelo contrário, a gente sabe muito bem que ainda somos pouco mais que turistas nessa cidade até agora tão pouco explorada. Muita gente com menos que 6 meses aqui já pulou por tudo quanto é canto, mas certamente não “saborearam” a cidade e seus arredores como a gente pretende fazer – e estamos fazendo. Pois é assim aos poucos que vamos conhecendo a cidade. Esse final de semana passado, sem muitos planos mirabolantes, fomos dar mais uma voltinha no Porto Velho, aproveitando o tempo “menos frio” que estava fazendo.
Paramos o carro, e andamos por uma das ruas mais elegantes do local: a Rua Saint Paul, local 99% turístico. Fui pego outra vez desprevinido… minha camera foi deixada em casa uma vez que não planejávamos a tarde turística, mas como em outras ocasiões o celular não deixou passar em branco, e com ele mesmo que fiz esses registros.
A fota que abre esse post aqui é a Capela de Notre-Dame-de-Bonsecours. Chique demais, ainda não conhecemos ela por dentro. Fica pra uma outra visita.
As outras são do Marché Bonsecours, era o mercadão da cidade, bem do lado do porto, hoje tem uma gama de restaurantes e de lojinhas de arte. Dizem que esses restaurantes daqui não são bons, são do estilo “pega turista”… mas não faz mal, restaurantes bacanudos é o que não falta nessa cidade, e já conhecemos alguns deles, por outros cantos.


Depois do bate-pernas, um almoço-janta numa cervejaria artesanal ainda nessa rua, e depois… final de tarde não tem jeito, friozinho pega por causa do vento implacável, e assim que o sol some atrás das nuvens, é hora de debandar.
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Quem quer uma hora a mais de luz do sol de grátis? Pra quem passou o inverno com o sol se pondo às 16h parece uma ótima idéia! Pois foi nesse Domingo passado que os relógios foram adiantados em uma hora aqui no Canadá. Diferentemente do que acontece no Brasil, aqui esse horário vigora durante 6 meses do ano, e por isso mesmo não se chama horário de verão, e sim horário de economia de luz. E tem dia fixo pra começar e acabar, conceito que soube estar sendo adotado pelo Brasil apartir do ano que vem, muito mais interessante por sinal, já que essa idéia maluca de cada ano colocar o início e término do horário em dias diferentes simplesmente impossibilita os fabricantes de relógios e afins de implementar uma solução confiável de ajuste automático de horas. Quem aí no Brasil já não comeu bola na hora de ajustar os relógios e acordou mais cedo ou mais tarde numa segunda feira e chegou antes ou atrasado no serviço? Ou ainda, quem nunca xingou o windows por bagunçar a hora na tentativa de acertar automaticamente o relógio… poisé, soluções simples que dão uma diferença gigante quando postas em prática. Aqui, num passe de mágica a maioria dos relógios se ajustam automaticamente uma vez que a data de mudança já é pre-definida.
E assim foi, Domingão acordamos e vimos que era tarde até que arde, e então fomos saber que já era, uma hora havia sido comida de nossas vidas. Não faz mal, afinal de contas temos uma hora a mais de sol! E apenas 1h. de diferença em relação ao Brasil!!
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