Mais canadísses em ação

June 8th, 2011

CIMG0447

O Canadá é um excelente lugar pra se viver, mas tem uma coisa que realmente deixava a gente triste. Não, não é o frio, o frio tem o seu lado divertido, e além do mais, pra isso que a gente tem casacos de plumas de ganso e aquecedores nas casas. O que pegava a gente era o fato de a casa ficar hermeticamente fechada durante a época do frio, e fazer com que qualquer aventura culinária mais esfumaçante se transformasse num verdadeiro inferno esfumaçado. Não importa o quanto sua coifa fosse poderosa, sempre a fumaça ganha. E é por isso que a gente adquiriu essa belezura de frigideira, mas que foi estreada somente agora em solo brasileiro. Por esse motivo e um outro também: nosso fogão lá era elétrico (daqueles vitrocerâmicos) e não sei se realmente iria funcionar com uma frigideira de ferro fundido e exterior esmaltado. Nada como uma boa chama de gás butano queimando no traseiro dessa danada!

Pois assim foi. Faltava escolher a carne, e aqui entra mais uma historinha. Lá no Canadá vcs já sabem do esquema da carne de boi: cara e difícil de se arrumar um bom exemplar. Difícil porém não impossível, não demorou muito pra gente adora o Adonis como fornecedor oficial de carne, já que lá tinha cortes relativamente frescos e variados, à preços razoáveis (se bem que na atual situação, a carne lá pode ser considerada barata comparando-se com o Brasil).  Pois bem, lá tinha um corte de bife muito da hora, o rib eye steak, algo como bife do miolo da costela. Em francês faux-filet, parecido com nossa versão nacional, o contra-filé. A carne é bem marmorizada (especialmente vinda os Angus AAA de lá) e tem umas gordurinhas-diet na beiradas que derretem como manteiga. Não é exatamente o mesmo corte que encontramos por aqui, mas nada que não se contorne: basta comprar a peça inteira e fazer o corte em casa. Como eu era fã do rib eye, resolvi escolher uma bela peça de contra-filé e partir os bifões de 1 polegada de espessura. Ficou qui-nem. Esse seria um candidato de responsa pra inaugurar a frigideira.

CIMG0448 CIMG0449

CIMG0450 CIMG0452

O resto é moleza: só dar uma untada na frigideira para seu primeiro uso e tacar o bifão do jeito que a vaca o fez, sem tempero, sem nada.  Não é preciso dizer que a coluna de fumaça que subiu era possível ser vista à 4260km de distância, hahaha! Depois de grelhado, um splash de sal e pimenta moídos na hora e voilà, já era!!

Frigideira azul, mais uma canadíssie em ação aprovada com mérito!

padovaz causos, cozinha, lazer, sucesso

Ikea Revival

May 24th, 2011
Comments Off

CIMG0441

Pra quem não conhece a Ikea, vou apresentá-la: uma das lojas de móveis de origem sueca mais famosas do hemisfério Norte, que divide opiniões e desperta amor e ódio nos consumidores. Por um lado massifica o design de interiores, por outro torna bastante acessível uma vasta gama de conceitos decorativos e móveis bem bolados. Seria uma comparação direta com a nossa Tok Stok, não fosse os preços praticados por esta. A Ikea segue a linha mais honesta: a qualidade não é seu forte mas ao contrário da sua contraparte nacional, pelo menos os preços são bastante acessíveis.

Desde que chegamos no Canadá, a gente tinha o costume de dar um rolê pela loja, pois afinal de contas sempre tem uma coisinha ou outra bastante interessante na loja. Como costumávamos dizer, vamos dar uma “garimpada” na loja. Claro que esse é o tipo do programa que a esposa adora e o marido vai meio que de nariz torto, mas faz parte (afinal, tem o troco na hora do Best Buy, né?), mas a gente construiu esse hábito. O mais legal de trazer as coisas da Ikea pra casa (e isso era legal mesmo) é montar os móveis! Sério mesmo, é uma tarefa um tanto quanto divertida, pra quem curtia quando criança bloquinhos, lego, tijolinho, é a mesma coisa, só que a versão adulto.

O tempo passou, voltamos pro Brasil, mas espera aí!!! olha o que veio no navio pra relembrar os bons momentos-Ikea! O fato de já estar aqui no Brasil não impediu a Nívea de vasculhar a página da Ikea na internet e fazer uma última encomenda, que foi despachada pelo transporte marítimo. Nada mal. Bom pra Nívea, recebendo alguns moveizinhos pra decorar o lar, bom pra mim, que teve mais uma oportunidade de se divertir com um brinquedo novo.

CIMG0440 CIMG0442

O manual já é uma atração à parte. A engenhosidade não está restrita aos móveis em si: os manuais, que não trazem nenhuma palavra além de IKEA, são ao mesmo tempo super claros e atendem a qualquer indivíduo independente da língua que ele fale. A outra atração fica por conta dos nomes dos móveis. Não sei o quanto é engraçado pros suecos, mas pra gente, pode até estar xingando nossas mães que a gente nem desconfia. A mesinha pouco amarela das fotos se trata de uma Trollsta. Tivemos a sorte de não ser nenhum nome com letras acentuadas por bolinhas…

Dificilmente você precisa ter ferramentas pra montar qualquer coisa que seja, uma vez que eles sempre acompanham as ferramentas necessárias pra montagem. Ok, são horríveis e em muitos casos você vai preferir usar as suas ferramentas de verdade, mas no caso de você não ter nenhuma, elas quebram um galhão

E assim foi o Ikea Revival, uma noite cheia de emoções onde a gente se divertiu montando a última colheita de móveis dessa tão controversa mega-loja.

 

padovaz causos, infos

É nóis na Veja

May 17th, 2011

Arraial 122
Essa semana entrou em circulação uma campanha publicitária muito boa da Tam Viagens em mídia impressa e eletrônica. O que é que tem de legal nessa campanha? Ela vem recheada com uma foto muito da hora, de autoria do Sr. André Padovani, fotógrafo de plantão! Além de uma página inteirinha da Veja de 15/Maio, a imagem enfeita os filminhos publicitários na página da Tam Viagens e do reclame na TV. Já passou em horário nobre, no intervalo do Jornal Nacional, da Grobo plim-plim!!
Há, por essa ninguém esperava (nem eu) mas a agência responsável pela campanha me chamou na chincha e mostrou interesse na foto, que está no Flickr pra quem quiser ver. Gostei da idéia, mesmo isso não me rendendo dinheiros, me rendeu uns bons 15 minutos de fama, que já me deixaram muito contente.
Não sei por quanto tempo vai rolar minha foto por aí, uma vez que a idéia da campanha é as pessoas enviarem fotos de suas viagens pra fazer parte dela. Mas a foto vai ficar lá no Flickr pra sempre, um clique de distância (o link está na própria foto do post, não seja tímido(a), clique lá!)
O acontecido renovou minha fé na fotografia… salve a Canon! Salve a luz! Salve as praias da Bahia! (*)

(*) Pra quem não sabe ou não lembra, foi da mesma praia em Arrail D’Ajuda (Praia do Espelho) que saiu outra fota, “Todos os caminhos que nos levam à nós mesmos”, nome polêmico que batizou o registro campeão do concurso da ADC Embraer de 2006 (ou foi 2007?).

padovaz causos, infos, lazer, sucesso

Canadísses em ação

May 10th, 2011

IMG_2271.jpg

Ok, depois da chegada de todas nossas parafernálias do Canadá – e como já disse em outro post, grande parte coisinhas e nogócios de cozinha – vai chegando a hora de ir testando as paradas uma a uma, avaliar sua performance fora da terra natal (terra natal numas, já que 99,5% das coisas são feitas na China, hahaha).
Não sei dezer exatamente qual foi usada primeiro, e isso pouco importa, mas o eleito para o primeiro post à respeito do assunto foi: o doido do maçarico!
Mais um brinquedo do que uma ferramenta de cozinha, o maçarico é uma belezinha pra finalizar receitas, chamuscando sua superfície com grande rapidez e praticidade. Mas o grande lance do maçarico realmente é caramelizar açúcar, e pra inaugurar o brinquedo, quer dizer, o acessório, nada melhor do que um tradicional creme brulê (crème brûlée para os preciositas).
A receita é bem simples, o legal é tocar fogo no final! O difícil é segurar a ansiedade de chamuscar o açúcar, pois a gente tem que esperar o creme assar, depois esfriar…
Bate o ovo, ferve o creme de leite, mistura tudo com açúcar, baunilha, e bota tudo pra assar em banho maria. Rápido assim. Depois de tirar do forno, mas algumas horinhas na geladeira, e voilá, hora do vamo-vê: a hora tão esperada! Claro que a parte de comer é muito boa também, mas não é nada comparado à hora do maçarico!

CIMG0459.jpg CIMG0462.jpg CIMG0473b-2.jpg

1, 2, 3… fogo!!! Sim, é tão divertido quanto parece. Em instantes o açucar está fundido e dourado (até um pouco preto, pra ser bem sincero…) e quase pronto pra comer. É só deixar o caramelo endurecer e daí sim, a segunda melhor parte da brincadeira, mandar a guloseima pra dentro!

padovaz cozinha, infos, lazer, sucesso

Páscoa = Bacalhau

April 25th, 2011
Comments Off

IMG_2264

Não só de ovos de chocolate vive a Páscoa. Claro que, além de todo o significado religioso, o feridão associado é sinônimo de 5h de transito para e da praia, e também do aclamado e inflacionado bacalhau. Ainda no mercado a gente ouve lamúrias e lamentações referentes ao preço do supervalorizado peixe salgado. E ele lá, bonitão e soberado pendurado nas barraquinhas cercadas de consumidores incrédulos. Depois de muita choradeira eu, entre outros conformados, passo a mão num pacote que vai fazer a alegria do almoço de Domingo de Páscoa.
O povo chora, chora no bacaiáu, mas você repara nas compras alheias e vê uma infinidade de ovos de páscoa – esses sim – superinflacionados decorando seus carrinhos. Se o consumidor se sente indignado pelo fato do peixe colocar na casa dos 50 pilas o quilo de sua carne, parece não sofrer similar sentimento à respeito do preço chocolate ovóide, que por vezes chega na casa de 200 pilas o quilo, considerando as marcas mais populares. Talvez o fato dos supermercados num ato de generosidade e compreensão facilitarem a compra destes parcelando o valor total em até 10 vezes, ou talvez o fato do locutor repetir insanamente em seu microfone que a criançada não vai aceitar passar uma páscoa sem estar devidadente empanturrada do chocolate inflacionado com risco de ficarem eternamente traumatizadas – explorando assim a culpa dos pais – a aquisição das guloseirmas altamente doces e gordurosas embaladas nos celofanes coloridos não parece causar muito desgosto nos consumidores. Pelo menos não por hora, mas muito provavelmente o pai de família vai desconjurar os inocentes quitutes em meados de Dezembro quando as parcelas devidas destes impactarem nas compras dos presentes de Natal. É a vida…

Mas estamos aqui pra falar de BACALHAU. Falar só não, mas pra também exibir a obra prima da Nívea deste último Domingo. Eu sou suspeito pra falar porque já sou fã de carteirinha da bacalhoada da dona Nívea e já deliro antes dela começar tirar o sal do danado, aquele bom e velho ritual que começa na véspera da degustação.

IMG_2245 IMG_2256

Despido de seu excesso de sal, o peixe então vai pra assadeira em companhia de seus amigos legumes e seu tempero, e daí pro forno mas não sem antes tomar aquele banho numa cascata de azeite.

Quando as coisas parecem não ter como melhorar, surge no horizonte uma garrafa de vinho verde vinda diretamente de Portugal (pra falar bem a verdade, talvez com uma escala no supermercado). Daí pra frente é só alegria.

padovaz cozinha, lazer, sucesso

Eis que chegam de além-mar…

April 18th, 2011
Comments Off

null

… a moamba toda veio beirando a costa, de um cargueiro que partiu de NY e encostou aqui em Santos. KLá ficou tomando poeira um mês até que a PF teve a boa vontade de dar uma geral na pacoteira e liberar tudo para que fosse vir parar aqui no aconchego de nosso lar…
Não foi hoje que nossas coisas chegaram, mas agora sim podemos considerar que já está tudo (quase) em seu lugar. A bagunça foi grande, mas foi tudo muito divertido, desembrulharmos as coisas que embrulhamos o ano passado, na correria, lá no Canadá. Chegou tudo certinho: nossas bikes, o computador e um milhão de coisas de cozinha, carga que deixaria desapontada muita gente, mas que é o que a gente aqui gosta muito: panela, eletrodoméstico, faca, forma, tábua, mais panela…
E claro o computador já está montadinho aqui, e é no próprio em que escrevo essas linhas. E sentado sobre uma nova cadeira de escritório que já nos apressamos em providenciar. Isso significa obviamente que além da operação “muamba quebecois” ter sido um sucesso, a greve acabou!

padovaz infos, lazer, sucesso

Greve

April 13th, 2011

Todos hão de convir que a quantidade de posts ultimamente tem minguado… a proposta de continuar escrevendo mesmo estando de volta ao Brasil continua de pé, mas certamente tem acontecido um belo recesso nas postagens. Mas explico: longe de ser falta de assunto e/ou driatividade, tenho estado atrapalhado com muitas questões burocráticas desde que pus os pés de volta na pátria amada Brasil. Isso por si só já é um supressor de vontade de escrever. Ainda tem dois fatores sinistros atuando fortemente: meu computador está flutuando em alto mar, ou melhor’já chegou em terra firme mas está trancado num porão fedorento e empoeirado na baixada santista, esperando pela polícia federal dar uma checada na carga… então escrever no laptop não é uma tarefa tão fluida quanto escrever num teclado de verdade. Ponto no. 2 é um fator ergonômico… estamos semi-acampados aqui em SJC, não é tão dramático quanto parece, mas estamos esperando chegar nossas coisas do Canadá pra depois disso organizar de vez a casa. Nesse meio tempo, temos coisas básicas como uma mesa e um par de cadeiras de plástico um tanto menos confortáveis do que aquelas cadeiras de lata de buteco… cada vez que sento na frente do computador, mal tenho vontade de ficar qualquer coisa além do tempo necessário pra ver meus emails… a busanfa começa doer, sério mesmo!
Então fica assim: É greve, companheiros! Por melhores condições de trabalho!

padovaz Uncategorized

O Retorno – Primeiras impressões

April 5th, 2011

Poisé, estamos de volta ao vivo e em definitivo… Ok, já faz mais de um mês que voltei, mas mesmo assim as primeiras impressões do retorno ainda são válidas.
Dois anos se passaram, hein? Da mesma forma que parece pouco, pode parecer muito dependendo da perspectiva que a gente coloca… dois anos mas de tamanha intensidade  que qunado a gente lembra, parece uma eternidade. Voltamos algumas vezes de férias sim, mas a coisa é bastante diferente: ficamos nas casas dos pais, somos visita, passamos não mais que um mês, e isso foram 2 vezes apenas, pouco o suficiente para perdermos muitos dos detalhes que agora sim, em retorno, não deixamos escapar.
A primeiríssima impressão é aquela ainda do aeroporto que eu já comentei aqui antes, aquele barulho, confusão… entendam que isso não é necessariamente ruim, nosso povo é assim mesmo, barulhento. Não é diferente dos espanhóis e italianos, etc…
Agora vamos falar dos preços das coisas. Quando partimos pra Montreal, nos meses que precederam nossa partida andamos fazendo estudos comparativos bem detalhados de custo de vida lá e aqui. O resultado ficou bem claro pra gente: lá se ganha mais mas se gasta mais, e no final da história acaba tudo empatado. Agora já não estou muito certo disso não. Chequei aqui e dei de cara com a picanha custando 50 pilas o kg!! Passou fácil o Canadá, onde a carne é importada e é um dos item mais caros do supermercado…
De aspectos negativos ficam o trânsito, que de uns tempos pra cá parece que ficou ainda pior. Já era um pesadelo a falta de educação, a imperícia e a imprudência, agora isso se multiplica conforme multiplica-se o tamanho da frota, ou seja, os problemas são os mesmos, só que agora tem mais carros nas ruas.
Ah, os carros… de cara a gente nota o quanto são menores numa visão geral. Olhando mais de perto são menos equipados (inclua-se aí itens de segurança), acabamentos inferiores e… preço muito maiores! O interessante é ver esse nicho de mercado inventado aqui que é o “carro popular” crescendo sem parar. Devia ser proibido, porque a idéia parece boa, a de aumentar a acessibilidade do veículo para a população, mas na prática isso já não faz sentido a partir do momento que se cobra o preço de um carro de verdade por metade de um carro. (Futuramente vou escrever um post de cunho técnico explicando por que o motor 1000 é furada). O pior é ouvir das montadoras, das suas matrizes (tive a oportunidade de ouvir isso lá de fora e aqui de dentro do Brasil a mesma ladainha) que tal e tal modelos de carros são destinados a mercados emergentes, onde o poder aquisitivo é menor. OK, o povo não tem grana, vamos montar um carro paia. Mas peraê, e o preço? O preço é igual ao dos carros bacanudos dos mercados desenvolvidos?!? Onde está a lógica disso? Muito longe de se produzir carros deficitários para os mercados emergentes visando reduzir os custos e entregar um produto mais barato ao mercado, a idéia é se produzir carros deficitários para os mercados emergentes visando obter uma margem maior de lucro, já que eles não conseguem isso nos mercados desenvolvidos. E o detalhe é que o Brasil quebra récordes em cima de récordes de venda de automóveis… esse assunto me indiguina, deixa eu esquecer disso e vamos prosseguir com o post…
Mas tb tem o lado bom, claro. A proximidade da família é algo que não tem preço. Fizemos várias considerações sobre tempo de viagem, tempo gasto em família, etc e estando lá não parecia tão diferente de estar aqui… besteira, na prática a distância pesa sim e nada melhor do que saber que estamos à uma distância razoável de nossos entes.
Frutas e legumes saborosos e fresquinhos. Senti falta de uma bela manga palmer bombando de doce e madura. Estou mandando pra dentro uma base de 2 por semana desde que cheguei. O mamão formosa também, hummm…
O clima também é um aspecto positivo. Saí de lá que o frio estava de chorar, literalmente, uma vez que uma rajada de vento na cara faz a gente derrubar umas lágrimas. Nada como uma brisa morna de final de verão pra descongelar meus ossos… Não tomou-me mais que algumas poucas semanas pra eu recuperar meu tom de pele que eu conhecia, e que andava meio pálido…
Sinto falta da água quente na torneira, das portas e janelas com isolamento acústico. Não sinto falta daquele alarme de incêncio que disparava de vez em quando nem do cheiro de casa fechada porque, bem, a casa tem que ficar fechada por meses…
Poisé, tem muitas coisas boas e ruins que agora ficaram pra trás. Acostumar aqui de volta é muito rápido e fácil, obviamente – aqui é que é o meu lar. Mas claro que as coisas boas deixam saudades.
Mas o melhor de tudo mesmo é a impagável e inexplicável experiência pessoal, essa sim complexa, repleta de partes boas e ruins e que fica na gente pro resto da vida, e nos transforma pra sempre de uma forma que também não pode ser definida com precisão. Gostaria de poder escrever mais sobre isso, mas como eu disse, é inexplicável, como todas as outras coisas que não têm explicação…

padovaz Uncategorized

New York, New York

January 29th, 2011
Comments Off

Errou quem achou que só porque estamos ralando o peito do Canadá o blog faliu… nada disso, e a razão é muito simples: primeiro que ainda tem água pra rolar embaixo da ponte antes do ciclo se fechar por completo, e mais importante, ainda tem um monte de causos não contados que acabaram por se acumular por falta de vazão adequada neste blog que vós ledes.
É o caso da nossa aventura nas terras do tio Sam. Isso me fez lembrar ainda de uma aventura anterior que foi a retirada do visto estadosunidense aqui, mas essa é outra história…

Bom, então voltando à terra dos livres, lar dos bravos (eu mereço…) lá fomos nós num dia de Outono na nossa aventura num final de semana artificialmente espichado: além dos conhecidos Sábado e Domingo (pra quem não conhecia, muito prazer…) juntamos na fórmula do bem-bolado uma segunda e uma terça de folga, resultado de nossas árduas horas-extras no escritório, que apesar de não remuneradas nos rende esses pequenos prazeres de um FdS turbinado.

Ainda na sexta pegamos o possante e rumamos para o Sul. Depois de aproximadamente quatro horas de viagem paramos em Albany para uma noite de sono, um café revigorante na manhã seguinte, e depois disso mais umas 2h. de estrata na interestadual, até finalmente botarmos o pezão na badalada Nova Iorque.

Fomos direto para o hotel, que apesar de ser super caro (como qualquer coisa na ilha de Manhattan) era bem abaixo da média, uma vez que confiamos na uniformidade do padrão desse hotéis de grandes redes. Não que fosse o fim do mundo, mas era estranho… mas segundo testemunhos, bem dentro da realidade novaiorquina. Deixamos nossas tranqueiras lá e partimos pro Intérprido! É um museu da marinha que fica dentro de um porta-aviões aposentado.

IMG_1391 IMG_1405

De lá partimos pra só-um-pouco movimentada Times Square. Já estava no final da tarde, os telões bombando à mil…

IMG_1432 IMG_1412

A volta pra casa pela 5a. avenida, passando pelo Rockfeller Center, coisa e tal…

IMG_1455 IMG_1460

Jantamos num restaurante dahorinha de frente pro Central Park, e dali pro hotel mais alguns quarteirões, nada dramático. Foi muito fácil dormir depois de tanta bateção de pernas!

O dia seguinte seguimos com o básico porém com uma pitada de passeio alternativo: Começamos com a estátua da liberdade (olhamos só de longe) e uma passada pelo centro financeiro, onde demos aquele role na Wall Street depois de conhecer o Seu Touro. Fomos converir se era verdade mesmo que derrubaram as torres gemeas, e pior que era mesmo…
Dando uma escapada das rotas principais do turismo, fomos atrás de um hot dog no renomado Gray Papaya e depois atrás de um delicioso cupcake na Magnólia.

IMG_1505 IMG_1563

Logo depois seguimos até o Empire Estate, e pra fechar com chave de ouro o dia uma visita para uma velha (des)conhecida: a B&H, sonho de todo fotógrafo que se preze!

IMG_1581 IMG_1594

O plano para segunda era passear pelo Central Park e dar uma checada nos museus que ficam ao seu redor. Mas a chuvinha chata logo pela manhã desanimou nosso passeio. Ao invés disso fomos tomar café num mercado de produtos orgânicos e já fomos caçar o rumo de casa… não sem antes passar no gigantesco Woodbury Commons Outlet Center, encerrando assim o passeio com uma bela moambada!

PS.: no meu Flickr tem essas e outras fotos! Clique aqui!

padovaz causos, lazer

… E o ciclo então se fecha

January 15th, 2011


O ano acabou e muita coisa mudou. Acabam também as férias e tudo volta ao normal. Será mesmo?
Não dessa vez pra gente, nada de normal. Acontece que a aventura canadense está chegando ao fim. Na verdade o processo já foi disparado, fica tudo apenas uma questão de tempo. Se a gente considerar um casal como duas pernas de um sujeito, podemos dizer então que esse hipotético sujeito já deu um passo. A perna Nívea já está no hemisfério sul, firme e forte, firmando apoio necessário pra que a perna Padovaz, que gelado aqui ainda se encontra, escrevendo essas linhas enquanto a neve cai lá fora, dê o passo derradeiro que fará fechar esse ciclo canadense da nossa história.
Enquanto isso, muito trabalho a fazer. Nada tão dramático como o caminho de vinda, pois na volta a casa da gente é sempre a casa da gente, e sentimos isso muito forte na hora de voltar. É o Brasil de sempre, tudo uma bagunca, tudo uma barulheira, uma desorganizacão, mas é assim mesmo: é onde a gente nasceu, foi criado, é assim que a gente está acostumado e é assim que a gente se sente à vontade!!
Mas então é isso aí. Muitíssimo longe de ser o último post do Nadave, esse post marca o início do final, ou talvez o meio do fim, ou algo mais ou menos no meio de tudo. Ou não.

padovaz infos